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Um ano sem férias para jogar pela Seleção? 'Ainda somos jovens'

Um ano sem férias para jogar pela Seleção? 'Ainda somos jovens'

Atualizado: Quinta-feira, 13 Janeiro de 2011 as 2:32

Exceções feitas à fama e ao salário diferenciados, o jogador de futebol no Brasil tem direitos como qualquer outro profissional de carteira assinada. Mas as férias de 30 dias após a temporada são apenas detalhe para os recém adultos da Seleção sub-20. Passar um mês concentrado na Granja Comary, em Teresópolis, com raríssimas folgas para Natal e Ano Novo, é um esforço recompensador. Que o diga quem suou nos treinos físicos durante o último mês e embarca nesta quinta-feira rumo ao Peru para a disputa do Sul-Americano da categoria.

– Ufa. Agora acabou a temporada de treinos, graças a Deus. Vou te contar: é proveitosa, mas muito desgastante também. Estávamos com saudade de jogar, e era só treino físico – afirmou o atacante Diego Maurício, fã de tan-tan e não muito adepto do vídeo-game.

Alan Patrick, que ainda desfrutou de um fã clube durante quase todo o mês, manteve o tom.

– Foi um período bastante intensivo, mas fundamental para a competição que vamos disputar. Se não fosse dessa maneira talvez algo não pudesse dar certo. Plantamos e vamos fazer por onde para colher tudo isso – disse o meia-atacante Alan Patrick, que ainda ressaltou a importância de vestir a camisa amarelinha sob qualquer circunstãncia.

– E mais: estamos na Seleção Brasileira. Quantos jogadores não queriam estar aqui? Estou muito feliz, ainda somos jovens e temos que ralar muito. Quando eu for veterano irei curtir bastante as minhas férias, mas enquanto for novo tenho que jogar o que tiver para vir. Vamos que vamos – completou.

O técnico Ney Franco, não menos satisfeito, preferiu destacar a força do conjunto que se formou durante todo o mês.

– Falei com os atletas que todas as sessões de treinamentos que tivemos foram ótimas, tivemos retornos no plano físico, técnico e tático, os jogadores estão preparados emocionalmente... Confirmamos a solidez da equipe aqui – contou.

Por: Victor Canedo

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