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Um domingo para André Lima: Grêmio faz 4 a 0 no Atlético-PR

Um domingo para André Lima: Grêmio faz 4 a 0 no Atlético-PR

Atualizado: Segunda-feira, 5 Setembro de 2011 as 8:14

Um gol. Dois gols. Três gols. Três gols e participação direta em mais um. Foi um domingo para André Lima. O centroavante, na luta pelo renascimento do futebol do ano passado, após grave lesão no joelho, foi o expoente da goleada de 4 a 0 do Grêmio sobre o Atlético-PR, no Olímpico. Escudero fez o outro.

O resultado afastou o time gaúcho da zona de rebaixamento, que tem o Furacão como integrante cada vez mais cativo. O Rubro-Negro teve atuação pálida na estreia de Antônio Lopes. Não bastassem os quatro gols sofridos, teve rendimento insosso na frente. Com isso, o Atlético-PR se manteve mergulhado na penúltima colocação, com 18 pontos. O Grêmio pulou para 14º, com 24, três à frente da zona de queda.

A equipe de Celso Roth volta a campo às 20h30m de quinta-feira, fora de casa, contra o Bahia. O Atlético-PR, um dia antes (às 21h50m), recebe o Palmeiras.

É proibido ficar com a bola por mais de um segundo em lances de gol

Parece ter sido baixado um decreto-lei no vestiário do Grêmio antes de começar o jogo contra o Atlético-PR: em lances de gol, é expressamente proibido ficar com a bola nos pés por mais de um segundo. Toca e vai, toca e vai. Em jogadas de plasticidade, com os atletas de frente atuando como se fossem colegas desde o berço, o Tricolor abriu 2 a 0 que não poderiam ser mais justos nos primeiros 45 minutos.

Sabe aquela energia que parece brotar do elenco em momentos de troca de treinador? No caso do Atlético-PR, esquece. O time visitante foi nulo na estreia de Antônio Lopes, o substituto de Renato Gaúcho. Nada fez. Com um 3-6-1 que se misturava ao 3-5-2, dada a mobilidade de Madson, o time rubro-negro só arriscou chutes de longe, sem sal, sem perigo. Faltou articulação. Marcinho esteve tão discreto quanto um prato de chuchu no bufê de saladas. Os laterais mais se atrapalharam do que ajudaram.

Assim, nada mais natural do que o Grêmio ganhar tranquilidade para tramar ações ofensivas. E que ações... Foram dois gols parecidos em sua essência: a troca de passes instantânea, o imediatismo de um piscar de olhos. Toca e vai, toca e vai.

O primeiro gol saiu aos 19 minutos. Foi uma saída rápida do Grêmio para o ataque. Escudero acionou André Lima, que logo recuou para Douglas, que logo devolveu para Escudero, que logo fez o gol. Belo gol.

O segundo foi aos 32: de Marquinhos para André Lima, de André Lima para Marquinhos, de Marquinhos para Escudero, de Escudero para André Lima, de André Lima para o gol. Sem grandes problemas, sem sustos, o Grêmio abria frente no Olímpico. André Lima, antes mesmo de o time de Celso Roth abrir o placar, perdera chance cristalina de gol, em defesa de Renan Rocha após conclusão à queima-roupa do atacante.     Cena que se repete: André Lima comemora um de seus três gols (Foto: Lucas Uebel / Agência Estado)     Feliz é o André Lima

Houve um lance emblemático no segundo tempo. Aos dez minutos, o Atlético-PR saiu em contra-ataque. Pablo, o pobre do Pablo, o abandonado do Pablo, recebeu a bola pela ponta esquerda. E ele era o único ser humano vestindo rubro-negro no campo de ataque. Havia seis gremistas para cuidar de um único atacante. E isso que o Furacão já levava 2 a 0. Pobre do Pablo...

Pablo deve ter pensado: “Feliz é o André Lima”. Mais bem acompanhado, o centroavante se transformou na figura da partida ao marcar mais um gol. Julio Cesar cruzou da esquerda, a zaga deu rebote e o atacante teve tempo de dominar, pensar na vida, encaixar o corpo e mandar o chute.

Era a tarde do atacante. Logo depois, André Lima recebeu de Escudero e acionou Julio Cesar, que foi travado por Guerrón. Pênalti. Quem bateu? André Lima. E fez. O curioso: enquanto o centroavante do Grêmio festejava mais um gol, Pablo, no meio do campo, desolado, só olhava.

Aí o jogo entrou em estado de dormência. O Atlético-PR nada tinha a fazer. O Grêmio pouco tinha a acrescentar. André Lima ainda recebeu o terceiro cartão amarelo, foi substituído e reclamou com Celso Roth. Direito dele: em domingo de três gols, pode reclamar até com o presidente do clube.                        

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