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Um jogo para Oscar: promessa tem dia decisivo no Inter

Um jogo para Oscar: promessa tem dia decisivo no Inter

Atualizado: Quarta-feira, 16 Março de 2011 as 9:59

As apostas de que há um craque em formação no Beira-Rio podem tomar dois caminhos: cair no ridículo caso ele não confirme tudo o que promete ou ganhar tons premonitórios se daqui a alguns anos ele estiver incomodando a zagueirada na Europa com suas pernas finas e compridas. Por enquanto, há algumas realidades tão sólidas quanto concreto: o jogador de 19 anos parece diferenciado, ele é o grande destaque do Inter nos treinos há meses e ele poderá, no fim da noite desta quarta-feira, estar definitivamente solidificado como titular colorado.

É para Oscar esse jogo das 19h30m, no estádio Felix Capriles, em Cochabamba, contra o Jorge Wilstermann. O garoto já subiu quase todos os degraus exigidos dele no Beira-Rio: o período de adaptação, a presença no time B, a ida definitiva ao elenco principal, a passagem vitoriosa pela Seleção Brasileira sub-23, a chance nos jogos e a condição de titular.

Titular, sim. Por duas vezes, Oscar foi titular. E bem. Ele destruiu contra o Ypiranga, em goleada por 4 a 0 no Beira-Rio, e teve bom rendimento no empate por 3 a 3 com o Caxias – mais caiu de produção no decorrer da partida. Agora, precisa manter o compasso em um jogo fora do país, com tudo para não ser dos mais confortáveis, na altitude. E o mais importante: pela Libertadores da América, não pelo Gauchão.

O técnico Celso Roth usa tratamentos distintos ao atleta. Ele o elogia muito, porque é impossível não elogiá-lo, mas também o critica como parte daquilo que considera a didática necessária para a evolução de uma promessa. Roth ajudou a lapidar craques como Ronaldinho Gaúcho e Robinho. E vê Oscar no mesmo caminho.

Foi lá por novembro do ano passado que Oscar parece ter despertado um belo dia e decidido que não seria apenas mais um jogador do Inter. Ele começou, treino após treino, a chamar a atenção. Fez golaços de fora da área, em alguns deles precisando de centímetros para encaixar o corpo e chutar a bola no ângulo, como se ela tivesse programação via radar. Encaixou passes e assistências, como se fosse o dono do espaço. Apresentou dribles e arrancadas, como se a bola fosse mais amiga dele do que de todos os outros. Encantou. E agora já é visto pelos colegas como um atleta raro.

- O Oscar é um craque. Sempre o chamei de craque. Ele faz a jogada que você não espera de nenhum jogador. Do Oscar, você pode esperar. Tem lance em que ele está de costas e mesmo assim deixa o cara na frente do gol. Ele tem a jogada individual muito boa. Quando precisa de um passe, ele deixa na cara do gol. Se o jogador precisar da individualidade dele, vai ter. Para mim, particularmente, é melhor, porque você toca a bola nele e vai receber na frente. Pode passar, porque ele vai te deixar na linha de fundo para cruzar – disse o lateral-direito Nei.

Depois do jogo contra o Caxias, chegaram a surgir dúvidas sobre a presença do garoto contra o Jorge Wilstermann-BOL. Ele foi criticado por Celso Roth depois do empate por 3 a 3 na Serra. Mas o meia está confirmado. Acompanhará Bolatti, Guiñazu, Tinga e Zé Roberto no meio-campo colorado.      

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