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Veteranos do UFC elogiam nova geração, mas ressaltam:

Veteranos do UFC elogiam nova geração, mas ressaltam:

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 1:51

      Depois do domínio inicial de Royce Gracie no começo do UFC, o Brasil contou com importantes nomes no torneio durante a transição do vale-tudo para o MMA. Agora, eles comemoram a volta do Ultimate “para sua casa” com o UFC Rio e exaltam sua geração. Murilo Bustamante, Renato "Babalu" Sobral e Pedro Rizzo - todos ainda na ativa - não hesitam em dizer que os lutadores de sua época enfrentariam no mesmo nível os da nova geração.

  “A grande diferença hoje é o dinheiro e a quantidade de fãs. O nível já era muito alto naquela época. Hoje tem mais lutadores porque tem mais dinheiro, mas o nível sempre foi muito bom. Se me colocassem, ou o [Chuck] Liddell, por exemplo, seria uma briga boa com qualquer um. Os lutadores eram bons do mesmo jeito”, diz Bustamante.

Atualmente com 45 anos, Murilo foi o primeiro campeão brasileiro do UFC no formato de categorias - na época de Royce Gracie, o torneio era disputado na forma de torneio e sem divisão de peso. Em 2002, Bustamante venceu Matt Lindland para ficar com o cinturão e em seguida se mudou para o Pride, mas não repetiu o mesmo sucesso no evento japonês.

“A gente tinha mais vontade que as pessoas de hoje, era menos glamuroso. Quando você faz um esporte ‘amador’, é porque você realmente ama”, acrescenta Renato Sobral, o Babalu, que pegou uma época de transição no regulamento. “Prefiro o MMA de hoje, não o que era o vale-tudo. As regras e o limite de tempo fizeram as lutas ficarem mais seguras. Os lutadores conseguem lutar mais vezes e por mais tempo”, acrescentou Babalu.

Já Pedro Rizzo não chegou a ser campeão do UFC, mas teve passagem destacada pelo evento. Com vitórias contra importantes nomes do evento, como Mark Coleman, Tank Abbott, Josh Barnett e Dan Severn, disputou três vezes o título dos pesados, mas perdeu duas para Randy Couture e uma para Kevin Randleman.

“Eu lutei com o Randy no auge, com o Mark Coleman também. Os atletas já eram muito bons. Agora, os lutadores já estão vindo com a mentalidade de MMA, misturando mais as artes marciais, se moldando mais, mas o nível é o mesmo. Acho que a única grande diferença é que hoje eles são mais bem preparados fisicamente”, conta Rizzo. Para os dois, o UFC agora está voltando para sua verdadeira casa, no Rio de Janeiro, relembrando a origem do esporte no vale-tudo, que por sua vez veio do jiu-jitsu brasileiro, como explica Pedro Rizzo.

“Quem iniciou foram os brasileiros, então está voltando para casa. O esporte é brasileiro, então, acho que vai dar uma levantada, porque infelizmente ainda é um pouco discriminado.”

“Prova disso é o frenesi que está aqui, com a venda de ingressos, como se fosse um evento novo”, completou o peso pesado, seguido por Murilo Bustamante. “Não tinha como não vir para o Brasil novamente, e o Rio de Janeiro é que começou tudo. Só o burburinho em cima disso já ajuda muito o esporte.”                

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