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Vissotto se destaca na fase final, supera críticas e dá resposta na bola

Vissotto se destaca na fase final, supera críticas e dá resposta na bola

Atualizado: Segunda-feira, 11 Outubro de 2010 as 8:50

“Sou um jogador de momentos decisivos”, garantiu Leandro Vissotto depois da semifinal do Campeonato Mundial contra os italianos, quando foi o destaque na vitória do Brasil. A declaração do oposto foi em tom de euforia, que soava claramente como um recado. Dito e feito. Na grande final contra Cuba, na lotada Arena de Roma, mais uma vez ele brilhou. Foi seguro no ataque e eficiente no bloqueio. Impecável no triunfo por 3 sets a 0. Agora, deixa a Itália com a sensação do dever cumprido. Título no bolso, novo recorde pessoal e todas as críticas respondidas. Na quadra.

- Tem um foguinho que acende dentro de mim nas horas decisivas. Não consigo explicar o que é. Fui muito criticado, mas a resposta foi na bola - disse o gigante de 2,12m

Mas o Mundial não serviu apenas para mostrar sua força nos momentos de decisão. Com o título, Vissotto colocou seu nome na história do vôlei. Entrou para o seletíssimo hall de jogadores a obter títulos mundiais em todas as categorias: infanto, juvenil e adulta. Antes dele, apenas o eterno capitão Nalbert tinha conquistado tal feito.

- Só ele tinha conseguido isso no mundo. Igualar uma marca do Nalbert é uma felicidade imensa. Ele é um cara que ganhou tudo e é um prazer poder igualar alguma coisa que ele fez na carreira dele - afirmou o jogador.

O oposto teve um início irregular no Campeonato, atribuído por ele a um desconforto no calcanhar e uma gripe. Foi muito cobrado por Bernardinho em Verona, na primeira fase, quando não correspondeu às expectativas. Já em Ancona, fez sua primeira boa atuação. Contra a Polônia, pareceu ter “estreado” no Mundial. Mas só pareceu. Nos jogos da terceira fase, em Roma, abriu brecha para Theo e arriscou sua titularidade. Irritou-se, bateu boca com o técnico, quebrou a plaquinha durante uma substituição. Mergulhou num mar de críticas. Para a fase final, no entanto, jogou de forma mais vibrante. Fez a diferença na semifinal e foi fundamental na decisão.  Não tinha mais perspectiva de jogar pela seleção. No meu segundo ano na Itália, pensei em me naturalizar. Mas tive uma oportunidade e abracei - contou Vissotto, com um largo sorriso no rosto. A possibilidade de virar um ítalo-brasileiro passou pela sua cabeça em 2008. Com um currículo extenso de lesões, não era lembrado nas convocações de Bernardinho apesar de ser ídolo na Itália. Defendendo o Trentino, era destaque da equipe e do Campeonato Italiano.

- Conheci uma médica que me curou. Ela descobriu o que eu realmente tinha. Era um problema que passava pelo tornozelo. Me fez uma palmilha especial. As contusões acontecem, faz parte da profissão, mas sem a mesma gravidade. Vou até ligar para ela e agradecer – brincou o novo contratado do Vôlei Futuro, de Araçatuba.

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