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Vôlei: Jogadores comemoram bom ano, mas Bernardinho pede cautela

Vôlei: Jogadores comemoram bom ano, mas Bernardinho pede cautela

Atualizado: Quinta-feira, 26 Novembro de 2009 as 12

Com 24 horas de atraso, a seleção brasileira masculina de vôlei finalmente conseguiu voltar ao país. E, no desembarque feito no aeroporto de Cumbica, os atletas não esconderam a surpresa com os bons resultados obtidos em 2009, o primeiro ano do ciclo olímpico de Londres-2012: três títulos em três campeonatos, com apenas uma derrota durante a temporada inteira.

''Sabia que este grupo era forte, mas para ser sincero eu achava complicado ter resultados tão positivos logo de cara'', confessou o líbero Serginho, um dos três titulares das Olimpíadas que ainda seguem como primeira opção de Bernardinho - os outros dois são Giba e Rodrigão. ''Mudou 70% do grupo, mas a determinação não mudou nada, nem a cobrança nos jogos e nos treinos'', destacou.

Na visão do ponteiro Murilo, o ponto-chave da temporada foi o título da Liga Mundial, primeiro torneio disputado pelo renovado Brasil. ''A dúvida era se iria dar certo ou não, mas acho que com a conquista da Liga adquirimos confiança e isso nos ajudou o resto do ano. Depois disso, não éramos mais uma incógnita, sabíamos que tínhamos um grupo forte nas mãos e que virou uma realidade'', comemorou.

Sempre exigente, no entanto, o técnico Bernardinho pede que a torcida não se empolgue com o excelente aproveitamento. ''Tem que se construir muita coisa para se formar um time eficiente. Segundo as estatísticas, ainda estamos abaixo de nossas médias históricas, erramos mais do que os times do passado. O mundo no masculino está cada vez mais competitivo'', preocupa-se.

''O importante é que não se crie expectativas excessivas. O time ainda não é o que as pessoas imaginam o que sejam em função de um ano muito bem sucedido'', avisa o treinador.

Longa viagem - Devido a um problema nos equipamentos de navegação do Boeing da Airbus que traria a seleção brasileira de volta a São Paulo, oito jogadores e comissão técnica tiveram que passar um dia extra em Paris, cidade que seria apenas escala do longo trajeto que começou no Japão. Mas a folga na capital francesa foi pouco aproveitada.

''Não tinha nada para fazer, estava chovendo, então fiquei o dia inteiro no quarto do hotel'', contou Serginho. A falha no voo foi descoberta quando o avião já estava adentrando o Oceano Atlântico, após duas horas de viagem. ''Ficamos duas para ir, duas para voltar e não chegamos a lugar nenhum'', lamentou Rodrigão.

O central confessou que chegou a se lembrar do acidente ocorrido com um Airbus da companhia aérea francesa em maio, mas o clima foi de total tranquilidade. ''O Giba estava dormindo e, quando chegamos de novo em Paris, ele perguntou se a gente já estava em São Paulo. Quando eu disse que era Paris, ele achou que eu estava de brincadeira'', sorriu Serginho.

O grupo chegou de volta ao hotel por volta das 4 horas locais e a nova saída para o aeroporto Charles De Gaulle só aconteceu às 18 horas. Um dos poucos que aproveitaram o dia foi o levantador Marlon. ''Acordei nove horas e fui passear um pouco. Saímos só eu e o pessoal da comissão técnica, mas depois de pegarmos o metrô cada um foi para o seu lado'', afirmou.

Mesmo cansado, Bernardinho tentou ver um lado positivo no atraso. ''Deu para quebrar um pouco o fuso descansando em Paris, mas o que a gente queria mesmo era voltar para casa o mais rápido possível'', admitiu.

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