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Vôlei masculino tenta fechar ciclo olímpico perfeito em Pequim

Vôlei masculino tenta fechar ciclo olímpico perfeito em Pequim

Atualizado: Sexta-feira, 8 Agosto de 2008 as 12

Vôlei masculino tenta fechar ciclo olímpico perfeito em Pequim

 

Atual campeã olímpica, a seleção brasileira masculina de vôlei dá mais um passo, neste domingo, dia 10 de agosto, contra o Egito em sua caminhada para concluir o mais impressionante ciclo olímpico já protagonizado por um time de voleibol. Desde que assumiu o comando do Brasil, em 2001, o técnico Bernardinho acumula mais de vinte títulos, incluindo, além do ouro em Atenas-04, dois Campeonatos Mundiais, duas Copas dos Mundo e seis Ligas Mundiais.

Os outros adversários da primeira fase serão Sérvia, Polônia, Alemanha e Rússia. "O torneio olímpico será muito difícil. O equilíbrio entre as seleções é enorme e os jogos serão decididos nos detalhes. Os últimos anos foram muito importantes para o desenvovimento do vôlei, pois conquistamos a maioria dos títulos que disputamos", analisa o técnico. "Foram dois ciclos que não se encerraram. Nós criamos uma hegemonia sem sermos os mais fortes nem os mais altos. Se confirmarmos as expectativas, o bicampeonato olímpico será um fato histórico."

Segundo Bernardinho, a recente derrota para os Estados Unidos na Liga Mundial serviu para unir ainda mais os atletas. "A equipe está ferida. Isso é importante. Talvez tenha sido o que faltou naquele jogo contra os americanos. Falo para os atletas que eles tem que jogar com dor", comentou. Bernardinho costuma utilizar exemplos do cotidiano para motivar os jogadores. Na Vila Olímpica, o treinador observou uma frase exposta no prédio da Dinamarca e a trouxe para a realidade brasileira. "A dor é temporária, mas o orgulho é eterno", repete o treinador, referindo-se ao estado de espírito da equipe.

Um dos líderes do elenco, o atacante Giba confia na atitude de seus companheiros e observa que o espírito é o mesmo dos Jogos Olímpicos de Atenas-04. A derrota na semifinal da Liga Mundial, no mês passado, no Maracanãzinho mexeu com os jogadores. "A pressão sempre vai existir. Tivemos um pequeno tropeço na Liga Mundial, mas isso acontece. O time está com raiva. Depois do jogo contra os Estados Unidos fechamos a porta e resolvemos todos os nossos problemas. Nossa equipe é experiente, técnica e emocionalmente. Sempre reagimos muito bem às derrotas", afirma o capitão do Brasil.

Um dos seis países do grupo B, o Brasil estréia contra o Egito, às 14h30 (3h30 de Brasília), de domingo, dia 10 de agosto. A outra chave é formada por Estados Unidos, Itália, Bulgária, China, Japão e Venezuela. "Numa estréia sempre vai existir o frio na barriga. O espírito olímpico, toda essa festa, dá um certo nervosismo. Acredito que as três medalhas serão disputadas por seis países", acredita Giba, lembrando que sempre houve derrotas antes das grandes conquistas. Foi assim no Mundial de 2002, quando um ano antes perdemos a Liga Mundial jogando em casa, e na derrota para a Venezuela no Pan-americano de Santo Domingo, para ganhar no ano seguinte o ouro em Atenas", observa.

O torneio olímpico será disputado por 12 equipes, divididas em dois grupos de seis. Ao todo, serão 38 partidas. A competição consiste em quatro etapas: preliminar, quartas-de-final, semifinal e final. Na primeira fase, as equipes de cada grupo se enfrentam entre si. As quatro primeiras de cada grupo qualificam-se para a próxima etapa. A partir das quartas, os confrontos passam a ser eliminatórios até a decisão da medalha de ouro. Os perdedores das semifinais enfrentam-se na disputa pelo bronze.

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