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À vontade na seleção brasileira, Robinho troca "chip" nos jogos

À vontade na seleção brasileira, Robinho troca "chip" nos jogos

Atualizado: Quinta-feira, 17 Junho de 2010 as 10:57

Robinho sempre ficou caracterizado pelos dribles rápidos e por suas inconfundíveis pedaladas. E, claro, também pelos gols. Recentemente, porém, ele tem assumido outra função: a de meia. É assim muitas vezes no Santos e foi na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo, na vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Norte. À vontade, ele não se incomoda de ser camisa 11, 10 ou 9. Ele troca o ''chip'' com facilidade.

- Quando estou no ataque, procuro me movimentar mais perto da área, para ser mais agudo. Quando estou no meio, procuro ficar por lá para fazer o lançamento e servir os companheiros. Na hora do jogo tem de trocar o chip um pouco rápido - explicou o atacante da seleção brasileira.

Dono da camisa 11 da seleção brasileira, a mesma usada por Romário na campanha do tetra, Robinho atua mais pelos lados do campo, mas não se importa também de jogar mais adiantado, como faz Luis Fabiano, a referência da equipe na grande área. Na Copa América da Venezuela, em 2007, ele apareceu nessa função algumas vezes e terminou como artilheiro da competição, com seis gols. Como meia, então, é até mais comum recentemente.

- O Dunga treinou isso e estou um pouco adaptado na posição, porque o Santos joga com três atacantes (ele, Neymar e André) e eu tenho de voltar muitas vezes para buscar o jogo. Na seleção, mesmo com dois atacantes, eu também recuo para tentar a tabela com o Kaká. Se eu tiver que fazer isso mais vezes, vou tentar sempre o melhor. Estou preparado - comentou Robinho.

Robinho, aliás, foi eficiente como meia na última terça-feira. Primeiro ele tentou mais do que todos chegar à área adversária. Sem sucesso, recuou para o meio e deu belo passe para o gol de Elano. Com a saída de Kaká e a entrada de Nilmar, ele assumiu a função tática.

- Temos jogadores que sabem fazer essa função, mas o Kaká é um jogador de peso, que pode decidir o jogo a qualquer momento - finalizou o camisa 11.

Por Leandro Canônico / Márcio Iannacca / Thiago Lavinas

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