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Zequinha Barbosa e Claudinei Quirino se emocionam com título de Fabiana

Zequinha Barbosa e Claudinei Quirino se emocionam com título de Fabiana

Atualizado: Sexta-feira, 20 Agosto de 2010 as 8

Há oito anos, a bandeira brasileira não aparecia no alto do pódio da Diamond League (que até 2009 era chamada de Golden League). Desde que Maurren Maggi entrou para história como primeira mulher do país a conquistar o título da competição, foram oito anos sem um representante nacional com o troféu nas mãos. Nesta quinta-feira, isso mudou. Fabiana Murer venceu a etapa de Zurique e pôde soltar o grito de campeã. A algumas milhas de distância, direto do Brasil e dos Estados Unidos, os outros atletas que tiveram o mesmo prazer no passado aplaudiram.

Zequinha Barbosa foi o primeiro latino-americano a conquistar a então Golden League. Em 1986, o brasileiro venceu os 800m e também escreveu seu nome na história do atletismo nacional. Hoje, vivendo nos Estados Unidos, o fundista comemorou o feito da “menina que viu bem pequena”.

- Fabiana sempre batalhou por tudo que queria, passou por uma série de sacrifícios. Uma atleta consistente, que trabalhou muito para chegar onde está agora. Eu, que a conheci menina, fico muito orgulhoso por vê-la no alto do pódio. É emocionante demais – disse Zequinha.

Para o pioneiro das conquistas do continente na competição, o título de Fabiana pode ter uma dimensão muito maior para o esporte brasileiro.

- Agora, Fabiana é uma liderança no atletismo, um exemplo no país. Ela pode mudar o panorama do esporte aí. Quando você pega as estatísticas, vê o quanto é difícil encontrar meninas que se interessam pelo atletismo. Elas vão mais para o vôlei, basquete, ginástica. Aí, vem ela, ganha em uma modalidade tão difícil, desbancando as europeias, passando por todos os desafios. É para fazer história mesmo.

Claudinei Quirino relembra momento de sua conquista Assim como Zequinha, Robson Caetano (200m, em 1989) e Claudinei Quirino também conquistaram o título da Golden League. Medalhista olímpico em Sidney-2000, o velocista lembrou do momento que soube da vitória e imaginou como Fabiana deve estar se sentindo nesta quinta-feira.

- Eu tinha que vencer. Era eu contra dois americanos, Michael Johnson e Maurice Greene. O Johnson decidiu não correr os 200m para focar nos 400m. Aí, ficamos só nós dois. Ganhei no finalzinho, só porque coloquei a cabeça mais para frente. Foi muito bom ouvir que o “Silva”, como me chamaram lá, tinha vencido. Agora, saber que a Fabiana ganhou é demais. É uma menina que vem crescendo há muito tempo. Sua persistência também pede palmas. Merece todo o meu respeito. Só tenho que dar parabéns e dizer muito obrigado por representar tão bem o Brasil – concluiu Quirino.

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