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Zimbábue e Tanzânia: rivais do Brasil são os opostos da África

Zimbábue e Tanzânia: rivais do Brasil são os opostos da África

Atualizado: Segunda-feira, 24 Maio de 2010 as 4:42

Se confirmar os amistosos contra Zimbábue e Tanzânia, a seleção brasileira vai experimentar dois lados diferentes da África. O Zimbábue, antiga Rodésia, vive grande decadência econômica e sérios problemas políticos, frutos da ditadura de Robert Mugabe. Já a Tanzânia é uma das nações mais estáveis do continente. Por isso - e por sua natureza exuberante - tornou-se um dos destinos preferidos dos turistas.

O Zimbábue é um dos países mais jovens da África. Libertou-se da colonização inglesa apenas em 1980. Desde então só teve um presidente, Robert Mugabe, hoje com 86 anos. Ele foi o grande líder da revolução que levou os negros pela primeira vez ao poder. Transformou-se em um herói para todo o continente e fez de seu país um exemplo para a vizinha África do Sul, que na época ainda lutava pelo fim da segregação racial. Antes, e por alguns anos após a independência, era uma das economias mais prósperas do continente. Começou a desmoronar, no entanto, com os desmandos de Mugabe. Um deles foi uma reforma agrária desastrosa, que sob justificativa de distribuir as terras praticamente acabou com a agropecuária do país. O povo cansou, tentou tirá-lo do poder no voto, em 2008, ele perdeu mas ficou. E a crise no Zimbábue tomou proporções gigantescas. 

Zimbábue e a maior inflação do mundo

Em 2008, a inflação chegou a inacreditáveis 231.000.000% ao ano. Havia nota até de 500 trilhões de dólares zimbabuanos, mas o dinheiro perdia o valor em poucas horas. Por isso os trabalhadores faziam enormes filas na porta dos bancos para retirar seu salário no mesmo dia e usá-lo imediatamente. Um caos que foi minimizado a partir de 2009, quando o governo aboliu a própria moeda e passou a utilizar o dólar americano e o rand sul-africano.

A crise aumentou a fuga da população para a África do Sul - estima-se que hoje, cerca de 3 milhões de zimbabuanos vivam no país vizinho, o que significa um quarto do povo fora de casa. Apesar disso tudo, o Zimbábue é um país relativamente seguro, de gente simpática e natureza bela. Um dos grandes pontos turísticos da África é a Victoria Falls, semelhante a Foz do Iguaçu, que se divide entre Zimbábue e Zambia (os dois países que formavam a antiga Rodésia).

Tanzânia, terra de Freddy Mercury

Mas se é para falar de grandes pontos turísticos africanos, fale-se de Tanzânia. Aliás, é lá que fica a maior atração da África, ao menos no tamanho. O Monte Kilimanjaro é o lugar onde a África chega mais pertinho do céu. São 5891 metros de altura. Outro destino famoso é a ilha de Zanzibar, que se uniu ao então país chamado de Tanganica para formar a Tanzania. Zanzibar tem um filho ilustre, o roqueiro Freddy Mercury, líder da banda inglesa Queen. Tem também praias paradisíacas e a Cidade de Pedra, que como o próprio nome explica é como uma pequena cidade cheia de construções de pedra. Apesar de ter se unido ao continente, a Ilha de Zanzibar gosta de manter certa autonomia. Ao entrar lá, o visitante recebe um carimbo, como se estivesse em um novo país. Quase todos na ilha são mulçumanos, enquanto que no resto da Tanzânia há maior divisão entre mulçumanos (35%) e cristãos (30%).

O país tornou-se independente da Inglaterra no início dos anos 60 e unificou-se em 1964. Desde então experimenta uma estabilidade política e econômica maior do que a maioria dos outros países africanos.

Por Rafael Pirrho

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