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Abel Braga: '100% de aproveitamento não era normal'

Boca foi o Flu da Bombonera: '100% não era normal'

Atualizado: Quinta-feira, 12 Abril de 2012 as 8:26

A torcida tricolor fez seu papel e lotou o Engenhão. Mas dentro de campo o Fluminense esteve longe de justificar o então perfeito aproveitamento de 100% da Libertadores. De líder isolado do Grupo 4 com 12 pontos, o Tricolor viu o Boca Juniors-ARG chegar a 10 e se aproximar com a vitória por 2 a 0 no Engenhão. Apesar de não admitir que sua equipe jogou mal, o técnico Abel Braga reconheceu os méritos do time argentino e fez uma comparação para exemplificar a atuação hermana no Rio.

- O Boca Juniors hoje foi exatamente o que o Fluminense foi na Bombonera. Esse jogo foi até fácil de analisar. Tivemos poucas chances em Buenos Aires. E marcamos quando atacamos. Foi exatamente assim nesta quarta. O sofrimento que tivemos para vencer na Bombonera, o Boca também teve no Engenhão. Jogaram com nove, dez, às vezes até onze atrás da linha da bola. Tivemos apenas um contra-ataque, no qual surgiu o pênalti. O Boca marcou muito bem e ganhou de forma merecida - resumiu Abelão, adimitindo ainda que não era normal ter um aproveitamento de 100% em uma competição tão equilibrada.

- O que não era normal era ter 100% de aproveitamento em uma Libertadores e em um grupo considerado um dos mais difíceis. Perdemos quando podíamos. Pior seria se tivéssemos perdido antes e dependêssemos de uma vitória agora. Estamos classificados e vamos fazer de tudo para passar em primeiro. Não temos nada a lamentar.

Com 12 pontos, o Fluminense manteve a primeira posição do Grupo 4, mas perdeu a liderança geral para o Vélez Sarsfield, que derrotou o Chivas Guadalaraja no Grupo 7 e chegou à mesma pontuação, mas com saldo de gols melhor.

Para conquistar a primeira colocação da chave, o Tricolor precisa derrotar o Arsenal-ARG, em Sarandí, na Grande Buenos Aires, na próxima quarta-feira. No mesmo dia, o Boca recebe o Zamora-VEN na Bombonera. Apesar da classificação antecipada e da tranquilidade, Abel descartou que a derrota desta quarta tenha sido fruto da acomodação da equipe.

- Se tivéssemos vencido, fatalmente poupariamos os titulares na Argentina. Não foi o caso. Vamos com o que temos de melhor, mas nosso planejamento não muda absolutamente nada. Sabíamos desde o primeiro jogo, naquele sufoco que foi para vencermos o Arsenal no Engenhão, que seria difícil. Essa derrota para o Boca não foi por desleixo e nem soberba - garantiu o treinador.

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