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Blatter aceita convite para falar Mundial de 2014 no Senado

Blatter aceita convite para falar Mundial no Senado

Atualizado: Terça-feira, 10 Abril de 2012 as 1:17

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) disse nesta terça-feira (10) que o presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, aceitou o convite para participar de uma audiência pública conjunta das comissões do Senado que analisam o projeto da Lei Geral da Copa.

A resposta foi enviada por Blatter em carta, e a informação dada aos senadores por Requião durante audiência do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte.

Ainda não há data prevista para a audiência, mas Blatter pediu que a reunião fosse marcada de acordo com sua agenda.

Requião pediu à secretaria da comissão que "agilizasse" a marcação da audiência. Segundo o senador, enquanto o encontro não ocorrer, a Lei Geral da Copa não poderá ser votada nas comissões - a menos que as comissões desistam do encontro.

Na semana passada, a Fifa havia informado que Blatter não se encontraria com os senadores e que o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, o substituiria. A sugestão foi rejeitada pelos senadores, que reforçaram o convite a Blatter.

Atrasos

Em sua fala na comissão, o ministro Aldo Rebelo disse que os os atrasos em obras para o Mundial de 2014 são "desprezíveis" e afirmou que tudo estará pronto até o evento.

"Atrasos são, do ponto de vista cronológico, muito desprezíveis. O Brasil sempre cumpre seu calendário. É possível recuperar sem maiores transtornos os atrasos. Nós não temos nenhum risco em relação à Copa do Mundo por causa do atraso em obras", disse o ministro. "O Brasil já fez coisas muito mais difíceis, muito mais improváveis. Nós vamos nos enrolar agora com a Copa do Mundo?"

O ministro elogiou as estruturas dos estádios que estão sendo construídos e descartou que alguns deles se tornem "elefantes brancos", ou seja, não tenham condições financeiras de se sustentarem sozinhos.

Chute no traseiro

Aldo não quis comentar os recentes conflitos entre o governo federal e a Fifa. Rebelo entrou em rota de colisão com a entidade no início deste ano após críticas do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, à organização da Copa de 2014.

À época, Valcke disse que o Brasil estaria precisando de um "chute no traseiro". A solução do episódio passou por pedidos de desculpas de Valcke e do presidente da entidade, Joseph Blatter, aceitos pelo governo brasileiro.

"Não vamos alimentar aquilo porque temos coisas muito mais importantes para fazer", disse Aldo, que defendeu uma melhor relação com a entidade. "Não há como organizar uma Copa do Mundo num ambiente de colisão, enfrentamento e disputa entre o país-sede e os organizadores", afirmou.

O ministro defendeu a liberação de bebidas alcoólicas durante o Mundial, principal controvérsia da Lei Geral da Copa durante a tramitação na Câmara dos Deputados.

"A bebida não foi matéria propriamente controversa em nenhuma das Copas anteriormente realizadas. É uma questão de contrato", disse Aldo. Ele lembrou que os organizadores das próximas Copas do Mundo (Rússia em 2018, e Catar, em 2022) já liberaram o comércio de bebidas em seus estádios.

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