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De volta a uma final, Felipão pede fim da pressão: ‘O grupo é vencedor’

Felipão pede fim da pressão: ‘O grupo é vencedor’

Atualizado: Sexta-feira, 22 Junho de 2012 as 8:39

A classificação à final da Copa do Brasil, com o empate em 1 a 1 com o Grêmio, nesta quinta-feira, em Barueri, levou o técnico Luiz Felipe Scolari à possibilidade de seu quarto título na competição. Campeão por Criciúma, Grêmio e pelo próprio Palmeiras, Felipão devolveu o time a uma decisão nacional depois de 12 anos – a última havia sido a Copa dos Campeões de 2000. Com a excelente campanha no torneio, ainda sem derrotas, o técnico espera um reconhecimento maior para seus jogadores. É a primeira final do comandante desde que voltou ao clube, em julho de 2010.

– A marca desses jogadores que chegam à final é diferente daquela que foi muitas vezes atribuída a eles. Não são eles que não ganham título há dez anos, mas sim o clube. Estão todos fazendo um bom trabalho, com boa vontade, e devem ser valorizados. Nosso índice melhorou um pouco, a maioria deles chegou há meio ano e já está em uma final – ressaltou o técnico.

Felipão aproveitou para fazer um breve desabafo a respeito da pressão por conquistas que vem sofrendo desde seu retorno.


– As pessoas que ficam cobrando, insistindo e avaliando o meu trabalho criticam bem menos do que eu mesmo me critico. Quando eu vim em 2010 era para melhorar o clube e disputar títulos. Não conseguimos até então. Chegamos a algumas semifinais, o resto não foi como eu esperava. Mas não é por falta de trabalho nem de atitude. Não adianta explicar – disse Felipão.


O comandante fez questão de exaltar o grupo em pelo menos metade de suas respostas. Depois de momentos conturbados durante a temporada, incluindo a eliminação no Campeonato Paulista, o elenco soube suportar a pressão psicológica para despachar o Grêmio e chegar à decisão diante do Coritiba.


– Esse grupo já fez por merecer a simpatia do torcedor, pois o grupo é vencedor. Não só porque estamos na final, mas porque o Palmeiras não chegava tão longe com outros técnicos e jogadores há pelo menos dez anos. Agora temos dois jogos muito difíceis contra o Coritiba – lembrou.

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