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Mulher de Falcão revela: 'Ele tinha vergonha de dizer que jogava futsal'

Falcão tinha vergonha de falar que jogava futsal

Atualizado: Segunda-feira, 23 Abril de 2012 as 3:36

Maior jogador de futsal do mundo e principal estrela da seleção brasileira, Falcão viveu um dos momentos mais especiais da sua vida na noite de 20 de novembro de 1998, uma sexta-feira. Aos 21 anos, o promissor ala da GM ia a uma "balada" com os amigos, quando, parado em um sinal de trânsito de Vila Maria, em São Paulo, avistou uma morena de olhos verdes e 1,73m de altura. O coração do futuro craque começou a pulsar aceleradamente e, imediatamente, o habilidoso salonista puxou assunto com a bela Tatiana Mendes Vieira, que julgava ser a mulher dos seus sonhos. Começava ali uma história de amor que mudaria a vida do ala, que chegou a esconder da futura mãe dos seus filhos que era jogador de futsal, com medo de uma negativa da moça.

- Só fui saber que ele era jogador de futsal quando começamos a namorar, em dezembro de 1998. Quando o Falcão me conheceu, ele me disse que trabalhava com o pai, que tinha um açougue. Ele se apresentou como Sandro, já que se chama Alessandro. Provavelmente, ele tinha vergonha de dizer que jogava futsal e que eu não me interessasse por ele. Aliás, nunca poderia imaginar que ele se tornaria um astro, conhecido mundialmente - conta Tatiana, ou Tati, como gosta de ser chamada pelos amigos.

Ex-modelo profissional, Tati conta que resistiu inicialmente aos galanteios do ousado Sandro. Depois de fazer um convite para sair, o camisa 12 da seleção teve de ser insistente até conseguir conquistar o coração da moça.

- Quando nos conhecemos no farol (sinal de trânsito), eu estava com umas amigas indo para uma balada. Ele puxou assunto e disse que estava indo para o mesmo lugar. Conversamos a noite toda, mas não passou disso. Em seguida, ele me chamou para sair em um outro dia. Acabou que não fui. Ele continuou insistindo e me fez um convite inusitado: me chamou para assistir a uma pelada dele em um dia de semana à meia-noite. Achei aquilo diferente e resolvi aceitar o convite. Foi ali que conheci o verdadeiro Falcão. Uma pessoa simples, determinada e objetiva. Me apaixonei naquele dia - conta a mulher do craque.

Rápido como quando dribla seus marcadores, Falcão pediu a morena em namoro pouco tempo depois da primeira saída. Entretanto, nem tudo foram flores. Ao revelar a profissão do namorado para sua família, Tatiana recebeu um senhor balde de água fria.

- Quando ele me disse que era jogador de futsal, eu perguntei em que time jogava. Corinthians? Palmeiras? São Paulo? Não, ele era jogador da GM. Cheguei em casa e contei ao meu pai e meu irmão e eles disseram: Jogador de futsal desconhecido? É melhor cair fora - diverte-se Tati, que não ligou para os conselhos da família e seguiu com o romance com o promissor Sandro.

Completamente apaixonado, Falcão sempre disse à amada que ela esteve presente em seus sonhos por inúmeras vezes, antes da emblemática noite de novembro de 1998. Galanteador ou não, a história atingiu em cheio o coração de Tatiana.

- Ele sempre me disse que eu era a mulher dos sonhos dele e que já tinha sonhado comigo antes de nos conhecermos. O Lenísio, inclusive, confirmou essa história. Ele dizia que o Falcão sonhava sempre com uma mulher, que ele iria conhecer em algum momento da sua vida - revela.

Depois de casar-se com o ala em janeiro de 2000, Tati deu um novo rumo para a sua vida. Dedicada ao marido, a morena sofreu na pele as amarguras de um início de casamento pouco luxuoso. A situação financeira do casal só começou a mudar em 2003, quando Falcão foi contratado pelo Jaraguá, depois de passagens por Rio Miécimo (RJ), Osasco (RJ) e Banespa (SP).

- Tivemos muitas dificuldades financeiras no início do nosso casamento. Chegamos a morar em um apartamento sem móveis, só com um colchão. O Falcão ficou até desmotivado com a nossa falta de dinheiro. Ele falava: "Não te tirei da casa dos seus pais para colocar você em um colchão". Eu, sinceramente, não ligava. Estava com o homem da minha vida e sabia que essa fase difícil passaria um dia - conta, emocionada.

O início do período de glórias na carreira profissional contrastou com o momento mais difícil da vida do craque. Em janeiro de 2003 - véspera do aniversário de três anos do casamento de Falcão e Tati -, morria o pai do ala do Orlândia e da seleção brasileira. Vítima de um câncer, João Eli Vieira até hoje é tratado com reverência pelo camisa 12.

- Ele era tudo para o Falcão. Os dois eram muito ligados. Até hoje ele sente essa perda - ressalta Tatiana.
Refeito da ausência do seu grande ídolo e incentivador, Falcão começou a provar o gosto da fama. Destaque no Jaraguá, o jogador logo virou ídolo da seleção brasileira e uma das personalidades mais conhecidas do país.

Acompanhando o sucesso do marido, Tati passou a ser uma espécie de gerenciadora da sua carreira. Atuando como desenvolvedora da marca "Falcão 12", ela hoje colhe os frutos de uma vida dedicada ao ídolo das quadras.
- Deixei a carreira de modelo após o casamento e, quando vi que a carreira do Falcão estava decolando, passei a ajudá-lo com toda a parte burocrática. A minha missão é fazer com que ele não tenha nenhuma preocupação dentro de quadra - diz.

A importância de Tatiana na vida profissional de Falcão, hoje com 34 anos, é tamanha que a própria costuma participar de todas as suas negociações, envolvendo clubes e patrocinadores. Com o fim do futsal do Santos, em dezembro de 2011, a opinião de Tati pesou para a escolha do Orlândia. Outra pessoa que também participa diretamente das decisões refrentes à carreira do craque é o advogado Vinicius Brito, ex-companheiro de quadra e amigo de longa data do jogador.

- Ele tinha outras propostas, mas escolhemos o Orlândia pelo projeto que foi apresentado - afirma ela, que vê a possibilidade de o marido jogar um período fora do país em algum momento da carreira. - É um plano nosso - resume.
Paralelamente ao trabalho de gerenciadora, Tati dedica-se à função de mãe. Em 2002, o casal ganhou Enzo e, três anos depois, veio Luigi, ambos apaixonados pela função do pai. Se vão seguir a carreira de Falcão? Só o tempo e as circunstâncias dirão.

- Ambos têm muito talento apesar da pouca idade. O Enzo, inclusive, jogou no sub-9 do Santos, depois de ser aprovado nos testes para a categoria. O Falcão e eu preferimos que eles busquem uma outra profissão. Imagina a cobrança que teria o filho de um craque de projeção mundial? Vemos muitos filhos de nomes famosos do esporte se dando mal por conta disso. Os garotos até têm talento, mas não conseguem lidar com a cobrança e todos sempre querem que sejam melhores ou iguais ao pai. Apesar de tudo, não vamos nos opor se um deles resolver ser atleta. Tudo o que queremos é a felicidade dos nossos filhos - finalizou Tatiana.

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