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Rogério Ceni defende Julio Cesar e Deola de críticas: 'Não tem crise'

Rogério Ceni defende Julio Cesar e Deola de críticas

Atualizado: Sexta-feira, 27 Abril de 2012 as 8:20

Ainda afastado por conta de uma cirurgia no ombro direito, o goleiro e ídolo do São Paulo,Rogério Ceni, saiu em defesa dos companheiros de posição Julio Cesar, do Corinthians, e Deola, do Palmeiras, nesta quinta-feira. Criticados por falhas nas quartas de final do Campeonato Paulista, os jogadores ganharam o apoio de Ceni, que os classificou como “fantásticos” e tratou os erros como normais.

– Estamos todos exagerando diante dos últimos acontecimentos. Não tem crise, não. É que chama a atenção esse momento de mata-mata. Erros como esses aconteceram durante o campeonato, mas passaram despercebidos. São fatos isolados por causa de campo com chuva, não é fácil – avaliou o tricolor, em evento de comemoração do dia do goleiro em uma academia especializada do ex-atleta Zetti.

Na visão de Rogério Ceni, os comentários envolvendo falhas dos goleiros acabam maximizados por resultarem diretamente em gols, enquanto deslizes em outras posições podem ser contornados antes de a bola balançar a rede. O são-paulino acredita que tanto o palmeirense quanto o corintiano contornarão a dificuldade e voltarão à ativa em breve.

– Erros acontecem na vida de qualquer profissional. O goleiro se nota porque, se passou dele, é rede. Uma eliminação de um grande clube se torna mais comentada pela mídia. No caso do Julio e do Deola, que acabaram eliminados, são goleiros fantásticos, que vão dar sequência na carreira tranquilamente. Já mostraram na vida futebolística a qualidade que eles têm – afirmou.

Nesta quinta-feira, o técnico Tite confirmou que o goleiro Julio Cesar não será mais o titular do Corinthians na sequência da Taça Libertadores da América. No Palmeiras, Felipão já sacou Deola da equipe na vitória por 2 a 1 sobre o Paraná, nesta quarta, em Curitiba, pela Copa do Brasil.

Goleiro? Eu?

Consagrado como o goleiro que mais marcou gols na história, Rogério Ceni começou a se arriscar na posição atual “muito tarde”, segundo ele próprio. Na academia de Zetti, que conta com mais de 200 alunos, o jogador conversou com garotos que treinam desde cedo para vestir a camisa 1 e brincou: só passou a ficar debaixo das traves porque era muito bom da linha.

– Com seis, sete anos nunca nem pensava em jogar no gol. Comecei muito tarde a treinar. No São Paulo, quando eu cheguei, não havia um treinador de goleiros específico para as categorias de base. Eu não tinha nem noção. Fui começar muito tarde a treinar realmente no gol, só de 15 para 16 anos. Eu era muito bom na linha e me mandaram pro gol pra não desequilibrar muito – brincou, entre risos.

Reserva de Zetti no São Paulo, Rogério Ceni esperou cerca de seis anos para assumir a posição do também ídolo tricolor no clube, em 1996. De lá para cá, acumulou prêmios e não perdeu mais o posto de titular na meta, tornando-se uma das maiores figuras da história são-paulina.

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