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São Paulo dá 'carta branca' para Roberto Justus resolver dilema do patrocínio máster da camisa

São Paulo dá 'carta branca' para Justus resolver dilema

Atualizado: Quarta-feira, 4 Abril de 2012 as 9:06

Ainda sem fechar com nenhum patrocinador máster para o seu uniforme, o São Paulo deu ‘carta branca’ para o publicitário Roberto Justus achar no mercado algum interessado para ocupar o espaço majoritário na camisa.

Apesar de ter dois profissionais do marketing em seus quadros – o vice-presidente Julio Casares e o diretor Rogê David – o São Paulo decidiu centralizar a negociação do mercado em Justus, por confiar no seu prestígio e potencial em conseguir um acordo vantajoso para o clube.

Justus ganhou prestígio com o presidente Juvenal Juvêncio por ter intermediado com sucesso a negociação do São Paulo com a TV Globo pelos direitos televisivos do Brasileirão. Mas segundo o Blog do Perrone, o publicitário tem sido alvo de ciúmes de parte dos conselheiros do clube, que se irritaram com o aceno do mandatário do Tricolor de lhe dar o cargo de vice-presidente institucional.

Só que o publicitário e apresentador tem um problema e tanto para resolver para achar um patrocinador máster, pois apostava no sucesso da negociação da Lenovo, que acabou desistindo da negociaçãoapesar de ter se empolgado com os dois acordos pontuais que fez com o São Paulo.

Agora, o São Paulo se vê sem parceiro em um período que as empresas já definiram os seus orçamentos para o ano todo. Outros dois fatores contam contra o Tricolor: a retração do mercado, que não aceita pagar os mesmos valores do passado, e a dura concorrência de Flamengo e Corinthians, detentores das duas maiores torcidas do país que também não fecharam o patrocinador máster da camisa.

O UOL Esporte ouviu de uma fonte com trânsito no São Paulo que o clube estipula lucrar entre R$ 20 e 30 milhões com o seu patrocinador principal na camisa. Vale lembrar que o Tricolor atua com uniforme limpo desde o início do ano, quando o contrato com a BMG não foi renovado. A intenção da diretoria é repetir a experiência realizada com a coreana LG: buscar uma empresa que queira usar o clube para expandir a sua marca no Brasil.

Questionado recentemente pela reportagem sobre o que faria se o acordo com a Lenovo não desse certo, Roberto Justus disse que já trabalhava com alternativas. “Temos um ou dois contatados”.

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