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Sob olhares de Maradona, City vence United em dérbi e reassume a ponta

City vence United em dérbi e reassume a ponta

Atualizado: Terça-feira, 1 Maio de 2012 as 8:36

O dérbi de Manchester não justificou nem de longe toda a empolgação criada durante a última semana. Mas vá perguntar a qualquer torcedor do Manchester City se ele não está rindo à toa depois da vitória por 1 a 0 sobre o rival United, nesta segunda-feira, no City of Manchester, em jogo válido pela 36ª rodada do Campeonato Inglês. Pouco importa se Diego Maradona, sogro de Agüero e técnico do Al Wasl, dos Emirados Árabes, estava no estádio para ver um espetáculo, muito menos se o único gol da partida saiu através de um escanteio, com o zagueiro Kompany. Eles querem mesmo é festejar a liderança reconquistada.


O magro placar não significou apenas mais três pontos na tabela. O City agora está em primeiro na Premier League graças ao saldo de gols e tem o caminho aberto para conquistar um título que não vem há 44 anos - desde a temporada 1967/68, muito antes de a competição se tornar o produto que é atualmente. Citizens e Diabos Vermelhos estão empatados com 83 pontos, mas a vantagem do time de Tevez, Agüero & Cia. é considerável no critério de desempate (61 contra 53), muito pela goleada aplicada no primeiro turno, por 6 a 1, em pleno Old Trafford.

Restam apenas dois confrontos para cada. A equipe de Alex Ferguson tem, na teoria, duelos mais fáceis, contra Swansea, em casa, e Sunderland, fora. Os comandados de Roberto Mancini visitam o Newcastle, que briga por vaga na Liga dos Campeões, e recebem o Queens Park Rangers. Se o United não tirar a diferença de oito gols, o City se sagrará campeão com duas vitórias.


Vitória para quem atacou
Quem esperava um jogaço aberto e com muitas oportunidades de gol se decepcionou com o primeiro tempo no City of Manchester. Não por falta de ambição dos donos da casa, que escalaram o que tinham de melhor ofensivamente para tentar a vitória que os daria a liderança. Mas mais pela postura até certo ponto defensiva dos visitantes, mesmo depois de o técnico Alex Ferguson prometer um time que buscaria os três pontos.

Não deixou de ser surpresa, portanto, a escalação dos Diabos Vermelhos com Scholes, Giggs e Park no meio-campo, apenas com Rooney na frente. Os Citizens, que contavam com Agüero, Tevez, David Silva e Nasri, martelaram aos poucos a defesa rival até encontrarem algum espaço, como aos 24 minutos, quando Agüero recebeu dentro da área e chutou por cima.


Era pouco até o momento. O City, que não era bobo, avançou a marcação e incomodou ainda mais. Aos 35, Nasri cruzou para Agüero que, mesmo pressionado por Ferdinand, dominou e concluiu para fora. No minuto seguinte, o argentino Zabaleta atrapalhou o compatriota, para a infelicidade de Diego Maradona nas tribunas, que torcia por um gol do genro. No último lance, no entanto, não houve jeito: David Silva cobrou escanteio com perfeição e viu Kompany subir mais alto que Smalling para abrir o placar: 1 a 0 e festa parcial da torcida que lotou o City of Manchester.

'Fala muito' de Mancini para Ferguson
Defensivamente sólido, o Manchester United até conseguia impedir um volume de ataque do adversário, mas só se tocou que precisava sair para o jogo aos 12 minutos, quando Welbeck substituiu Park. No minuto anterior, Nasri quase ampliou de fora da área, o que seria um castigo para quem pecou pela teimosia.

O jogo seguiu pouco empolgante, com raras investidas de sucesso. Ainda mais depois que Roberto Mancini optou por abdicar do talento ao colocar De Jong no lugar de Tevez. O City ameaçou, precisamente, aos 27, em chute de Yaya Touré de fora da área, e aos 32, quando Agüero avançou sozinho e mandou na rede do lado de fora. Era pouco, muito embora os rivais sequer fugissem da inércia.
A atração passou a ser, ainda que por alguns instantes, a área técnica. Após dura entrada de De Jong em Welbeck, que rendeu o cartão amarelo ao holandês, Roberto Mancini e Alex Ferguson discutiram brevemente. O técnico italiano se exaltou e fez gesto parecido com o de Tite, do Corinthians, quando soltou um "fala muito" para Felipão, do Palmeiras, no ano passado.


Com liberdade, Yaya Touré poderia ter definido a partida aos 36 minutos, quando avançou pelo meio e finalizou de canhota. De Gea "salvou" com os olhos. Clichy também teve sua chance aos 42, de fora da área, dessa vez com participação do goleiro espanhol. No fim, satisfeitíssimo com o resultado, Mancini recuou ainda mais o City, enquanto via o United no sentido oposto. Mas a inteligência dos donos da casa prevaleceu. E o Campeonato Inglês pode, enfim, ter um novo campeão desde 1968.


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