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'A eleição não é para papa', diz Russomanno

'A eleição não é para papa', diz Russomanno

Atualizado: Terça-feira, 4 Setembro de 2012 as 8:07

Líder nas pesquisas, candidato do PRB evita marca de candidato da Universal e diz que seu partido tem \"80% de católicos\"

Enquanto seus principais adversários concentraram os ataques mais duros no segundo debate da eleição municipal deste ano, o candidato à prefeitura paulistana pelo PRB e líder nas pesquisas, Celso Russomanno, voltou a evitar a associação direta entre seu nome e a Igreja Universal do Reino de Deus. No confronto realizado nesta segunda-feira pela RedeTV!, Russomanno investiu na afirmação de que seu partido é composto, em sua maioria, por católicos e seguidores de outras religiões.

\"Prefiro discutir os problemas da cidade. Não estamos fazendo a eleição para Papa do Brasil, mesmo porque isso não existe. Estamos fazendo eleição para prefeito de São Paulo”, afirmou. 

“Eu queria dar um dado. O meu partido é constituído por 80% de católicos ou outras religiões”. “20% são evangélicos, e só 6% são da Igreja Universal”, declarou Russomanno, ao ser questionado por jornalistas sobre seu vínculo com a igreja. “O fundador do partido, José Alencar, era católico fervoroso”, emendou, em referência ao ex-vice-presidente da República e companheiro de chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

O candidato do PRB também tomou a iniciativa de buscar uma aproximação com o eleitorado homossexual. “Todos são bem-vindos no PRB, que aceita os homossexuais. Inclusive temos candidatos homossexuais. Não temos problema nenhum com isso, pelo contrário, queremos que todos sejam bem-vindos no PRB”, declarou. 

Debate

No embate realizado na noite desta segunda, a maior parte dos ataques foram dirigidos aos candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT). O peemedebista Gabriel Chalita, por exemplo, criticou o tratamento dado pela administração de Serra na educação e relembrou denúncias envolvendo a campanha tucana em 2010. \"Eu não tenho histórico de mentiroso. Não fui eu que disse que não conhecia Paulo Preto\", disse Chalita, em referência à relação entre o tucano e Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, suspeito de ter fugido com R$ 4 milhões em recursos da campanha tucana.

Haddad, por sua vez, foi alvo dos ataques lançados por candidatos como a postulante do PPS, Soninha Francine: \"E o Maluf, Haddad?\", provocou, ao falar da polêmica aliança entre o ex-ministro e o ex-prefeito pepista. \"Eu não sei se você tem encontrado com ele\", ironizou Haddad, ao responder à adversária. \"Eu faço aliança com partidos políticos e disse desde o começo que vou fazer aliança com todos os partidos da base da presidenta Dilma\", completou Haddad.

Russomanno, enquanto isso, enfrentou algumas críticas em tom mais ameno. Respondeu, por exemplo, à afirmação do pedetista Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, de que seria contra a construção do estádio do Corinthians, o Itaquerão.

 

 

Guiame

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