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Andressa diz que considera Cachoeira um preso político

Andressa diz que considera Cachoeira um preso político

Atualizado: Terça-feira, 7 Agosto de 2012 as 9:28

Andressa Mendonça é suspeita de atuar como laranja no esquema do marido e teve que pagar fiança na semana passada por ter sido acusada de ameaçar juizA CPI do Cachoeira, que investiga as relações entre Carlos Augusto Ramos e agentes públicos e privados, retoma os seus trabalhos após o recesso parlamentar. Andressa Mendonça, mulher de Carlinhos Cachoeira, deverá ser ouvida nesta terça-feira.

Andressa é suspeita de atuar como laranja no esquema do marido. Além disso, ela deve ser questionada sobre a mais recente polêmica na qual se envolveu: a acusação de tentativa de chantagear um juiz federal de Goiás, em troca da soltura de Cachoeira.

Segundo o juiz Alderico Rocha Santos, Andressa ameaçou divulgar um dossiê contra ele, supostamente preparado pelo jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja?, se ele não libertasse Cachoeira. A publicação nega. Andressa teve que pagar R$ 100 mil de fiança por conta da ameaça ao magistrado.

A comissão parlamentar quer ouvi-la na condição de investigada, e não de testemunha.

Também foi convocado para depor nesta terça o agente aposentado da Polícia Federal (PF) Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de fazer interceptação ilegal de e-mails para Cachoeira. Porém, ele está munido de um habeas corpus que lhe garante o direito de permanecer em silêncio e só prestará depoimento se quiser.

Na quarta-feira, será a vez da ex-mulher do contraventor Andrea Aprígio e de Rubmaier Ferreira de Carvalho, contador de empresas de fachada que teriam sido usadas para a organização de Cachoeira, Ambos entraram no STF com pedido de habeas corpus para garantir o direito de permanecer calado.  Andrea Aprígio já obteve decisão favorável.

"Quando as pessoas vão à CPI e não falam nada, é porque elas devem. Meu relatório, claro, vai compreender que o fato de alguém não se defender das acusações se deve ao medo de se incriminar. E isso ocorre exatamente por causa do vínculo com a organização criminosa do senhor Carlos Cachoeira”, disse o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

Andressa Mendonça, provocou tumulto em sua chegada à sessão da CPI em que Cachoeira compareceu
Foto: AE
Mulher de Cachoeira sorri durante depoimento de seu marido na CPI
Mulher de Cachoeira sorri durante depoimento de seu marido na CPI
Foto: AE
Andressa diz que considera Cachoeira um preso político em entrevista na TV
Andressa diz que considera Cachoeira um preso político em entrevista na TV
Foto: Reprodu%C3%A7%C3%A3o/TV%20Globo
Andressa Mendonça não conseguiu se encontrar com o bicheiro em GO e escreveu um bilhete
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Foto: Sebasti%C3%A3o%20Moreira/%20AE
Mulher Cachoeira passa por revista ao chegar ao prédio da Justiça Federal de Goiânia em 2º dia de audiências
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Foto: Ed%20Ferreira%20/%20AE
Andressa Mendonça falou com os jornalistas antes do início da audiência em Goiânia
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Foto: AE
Mulher de Cachoeira deixa sede da PF em Goiás após suspeita de ameaça a juiz
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Foto: Diom%C3%ADcio%20Gomes/O%20Popular/AE


O relator avalia que é cedo para decidir sobre a necessidade ou não de prorrogar o prazo de trabalho da CPI. "É uma análise que deve ser feita no final de setembro, mais perto do fim do nosso prazo regimental. Ainda temos agosto e setembro pela frente, e o importante é que nos dediquemos a um trabalho intenso, mesmo neste período eleitoral."

Entre os objetivos da CPI do Cachoeira estão identificar o fluxo econômico da organização criminosa, que movimentou recursos por meio de empresas fantasmas e legais; descobrir quais foram os lucros do grupo e quais recursos podem ser recuperados na Justiça para os cofres públicos; e esclarecer quais detentores de funções públicas tiveram envolvimento efetivo com a organização.


Com Agência Senado

 

GUIAME

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