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Após cassação, Demóstenes volta ao Twitter e diz que vai ao STF por mandato

Após cassação, Demóstenes volta ao Twitter e diz que vai ao STF por mandato

Atualizado: Quinta-feira, 12 Julho de 2012 as 8:18

Em sua primeira manifestação pública depois de ter seu mandato cassado no Senado por 59 votos a 19 contrários, o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) voltou a postar mensagens em sua página no Twitter. \"Vou recuperar no STF [Supremo Tribunal Federal] o mandato que o povo de Goiás me concedeu\", prometeu, contrariando o que disse mais cedo seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay

Para o ex-senador, \"os motivos são suficientes\" para tentar reaver sua cadeira no Senado. \"Fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebrado o decoro\", alega.

Ele também respondeu a uma postagem do senador Humberto Costa (PT-PE), relator do processo que lhe tirou o mandato e que escrevera momentos antes: \"Certos comportamentos não são aceitos na atividade política. Demóstenes Torres tinha um discurso de austeridade, mas relações promíscuas\". Demóstenes rebateu e questionou sobre as provas dessas relações promíscuas mencionadas por Costa. \"São as mesmas que o senhor sofreu no escândalo dos sanguessugas?\", devolveu, lembrando a descoberta em 2006 de um escândalo de corrupção no qual quadrilhas ligadas a parlamentares buscavam desviar recursos destinados à compra de ambulâncias. Costa era então ministro da Saúde.

Antes assíduo no Twitter, Demóstenes cessou com as mensagens em março, quando vieram à tona os primeiros indício de seu envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira. Quando muito, colocava atalhos para seus discursos, nos quais se defendeu das acusações. Agora sem mandato, prometeu: \"Vamos voltar a conversar aqui. Falar de música, literatura, política. A esquerda me tirou o mandato, mas não a coragem\". 

Por 56 votos a 19, os parlamentares entenderam que o senador goiano quebrou o decoro parlamentar ao manter relações estreitas com Cachoeira, que está preso desde fevereiro sob suspeita de comandar um esquema de jogos ilegais. Cinco senadores se abstiveram e um se ausentou.

Esta é a segunda vez que um senador é cassado na história do País. Antes de Demóstenes, o senador Luiz Estevão, do Distrito Federal, em 2000, teve seu mandato cassado pelo envolvimento no desvio de verbas na construção do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Com Valor Online

 

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