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Após prévias que definiram Serra, PSDB mira agora em alianças

Após prévias que definiram Serra, PSDB mira agora em aliança

Atualizado: Segunda-feira, 26 Março de 2012 as 8:20

Após a prévia que definiu o ex-governador José Serra, 70, como candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o partido tem dois objetivos, segundo lideranças tucanas: buscar a unidade e iniciar as conversas para firmar alianças para a eleição de outubro.

"O PSDB precisa agora montar a sua coligação. O Serra, sendo oficialmente candidato, pode falar pelo partido. O governador [Geraldo Alckmin] já tinha uma série de tratativas já iniciadas. O que nos faltava era o candidato", afirma Julio Semeghini, presidente do diretório municipal do PSDB e secretário estadual de Planejamento e Desenvolvimento Regional.

O ex-governador saiu domingo (25) vencedor das eleições internas do PSDB. Serra bateu o secretário do Estado de Energia, José Aníbal, 59, e o deputado federal Ricardo Tripoli, 59. No total, 6.229 filiados tucanos votaram. Serra teve 52% dos votos (3.176), contra 31,2% (1.902) de Aníbal e 16,7% (1.018) de Tripoli.

Semeghini nega que a votação dos dois adversários de Serra, que juntos somam quase a metade do total, seja um indicativo de que o partido está rachado."Havia três candidatos e a votação no final foi normal", diz.

Segundo Semeghini, o PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o DEM, o PSB e o PP são parceiros "naturais".
Alckmin fez coro com Semeghini. Segundo o governador, não há divisão interna e o partido agora tem de buscar firmar coligações. "Agora é necessária a construção da aliança entre os partidos", afirma.

O secretário Bruno Covas (Ambiente) --que era uma dos que participava do processo de prévias, mas desistiu assim que Serra anunciou a candidatura-- também afina o discurso pela pela unidade partidária e, posteriormente, a busca por alianças. "Agora temos um candidato só e temos até junho para definir essas alianças", afirma. Ele cita o DEM, o PPS e o PP como possíveis aliados na eleição de outubro.

Prévias

O processo de prévias no PSDB começou no ano passado, mas a entrada de Serra na disputa ocorreu de última hora, em 27 de fevereiro. Aníbal, Tripoli, Covas (Meio Ambiente) e o secretário estadual Andrea Matarazzo (Cultura) disputavam a indicação do partido.

Assim que Serra entrou nas prévias, Covas e Matarazzo deixaram a disputa e Serra herdou a maioria dos votos dos dois secretários. Quando anunciou o ingresso na disputa interna do PSDB, Serra afirmou que sua intenção como candidato era conter o avanço do PT no país. Desde o começo, ele adotou a estratégia de discutir temas nacionais, em detrimento dos assuntos diretamente relacionados à capital. Fez, inclusive, ataques, por meio de artigopublicado no jornal "O Estado de S.Paulo", ao candidato do PT, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad e à poítica educacional do governo federal.

Em seu primeiro discurso após o anúncio da vitória nas prévias tucanas, Serra  subiu o tom contra o PT e convocou a militância do PSDB a enfrentar seus adversários.
Alckmin também atacou o PT. “O PSDB não tem democracia só no nome, não tem candidato laboratório, o candidato do PSDB sai da base”, disse, referindo-se à escolha Haddad, que foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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