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Caso Demóstenes força Conselho de Ética a eleger novo presidente

Caso Demóstenes força Conselho a eleger presidente

Atualizado: Terça-feira, 10 Abril de 2012 as 8:21

Após sete meses sem presidente, o Conselho de Ética do Senado se reúne nesta terça-feira (10), a partir das 14h, para escolher o novo ocupante do cargo.

A eleição do Conselho de Ética teve de ser marcada devido à representação protocolada pelo PSOL há duas semanas contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O PSOL pede a abertura de processo no conselho para verificar se houve quebra de decoro parlamentar por Demóstenes, suspeito de envolvimento com Carlos Augusto Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal. Devido às denúncias, Demóstenes se desfiliou do DEM.

O PMDB, dono da maior bancada e que por isso tem a prerrogativa de indicar o presidente do conselho, indicou para o cargo o senador Vital do Rego (PMDB-PB). Mas o partido desistiu na noite desta segunda porque ele é corregedor do Senado e não conseguiu contornar a incompatibilidade de acumular os dois cargos, segundo o líder Renan Calheiros (PMDB-AL). Em razão disso, Calheiros admite até a possibilidade de ceder a presidência do conselho para outro partido, caso não consiga, antes da reunião, encontrar um nome dentro da bancada.

"Amanhã [terça] nós vamos escolher o presidente do Conselho de Ética, independente do meu nome ou não", afirmou Vital do Rêgo.

O cargo de presidente do conselho está vago desde setembro do ano passado, quando o senador João Alberto Souza (PMDB-MA) pediu licença para assumir uma secretaria estadual no Maranhão.

Desde então, o conselho não havia sido provocado para analisar nenhuma representação. A demora na escolha do novo presidente tem sido motivo de críticas por parte de alguns parlamentares da Casa, especialmente pela demora em analisar a representação do PSOL.

"É claro que é gozação nacional o nosso Conselho de Ética. O presidente sai, afasta-se - está há não sei quanto tempo numa secretaria de estado e pronto, não aconteceu nada. Não aconteceu nada, Agora vão discutir se deve ou não deve ser nomeado um novo presidente", criticou o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

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