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CPI do Cachoeira tem depoimentos de Perillo e Agnelo nesta semana

CPI do Cachoeira tem depoimentos de Perillo e Agnelo nesta semana

Atualizado: Segunda-feira, 11 Junho de 2012 as 10:39

Os governadores de Goiás e do Distrito Federal serão ouvidos nesta semana na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com servidores públicos e privados.

O depoimento de Marconi Perillo (PSDB) está marcado para às 10h15 da terça-feira, enquanto o de Agnelo Queiroz (PT) para o mesmo horário, na quarta-feira. Na quinta-feira, a comissão volta a se reunir para aprovar requerimentos.

Perillo enfrenta a suspeita de que teria negociado um imóvel com Cachoeira, por intermédio do ex-vereador do PSDB Wladimir Garcez. Cachoeira está preso desde fevereiro acusado de comandar um esquema de jogos ilegais.

A situação do governador de Goiás se complicou ainda mais na semana passada, com o depoimento do empresário Walter Santiago, que deu uma versão sobre a negociação da casa que contradisse a do tucano.

De acordo com Santiago, R$ 1,4 milhão da transação do imóvel foi pago em pacotes de dinheiro a Lúcio Fiúza, assessor de Perillo, e a Wladimir Garcêz, então lobista da construtora Delta. O tucano, contudo, já disse que recebeu três cheques pela venda da casa, sendo dois de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil.

Fiúza, então, foi exonerado da administração de Goiás. Segundo a assessoria do governo, a exoneração foi pedida pelo assessor, que teria alegado \"razões particulares\" para deixar o governo.

A Polícia Federal também acusa Perillo de nomear pessoas indicadas por Cachoeira para órgãos do governo. Durante a sessão de ontem, o governador compareceu ao Congresso e se dispôs a explicar aos seus colegas sobre as acusações.

Queiroz deve ter que explicar a relação de membros do seu governo com Cachoeira, já que não há menção nas investigações da PF que apontem uma ligação direta do petista com o contraventor.

Cláudio Monteiro, chefe de gabinete do governador, pediu demissão depois de ser citado em gravações por dois supostos integrantes do grupo de Cachoeira.

Outro governador que está na mira da CPI, mas foi poupado por ora de prestar esclarecimentos, foi Sérgio Cabral (PMDB). O governador do Rio de Janeiro apareceu em fotos em festas em Paris com secretários estaduais e com o empresário Fernando Cavendish, ex-proprietário da Delta e amigo pessoal do governador.

A empreiteira já recebeu R$ 1,49 bilhão em contratos com o governo do Rio durante a gestão Cabral e é um dos focos da CPI. As fotos das confraternizações em Paris foram reveladas pelo blog do deputado federal Anthony Garotinho (PR), adversário de Cabral.

 

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