MENU

Figurasconhecidas da política baiana dominam disputa em Salvador

Figurasconhecidas da política baiana dominam disputa em Salvador

Atualizado: Sexta-feira, 6 Julho de 2012 as 8:54

João Paulo Gondim

As eleições na Bahia apresentam figuras já conhecidas do eleitor. Os três candidatos mais competitivos já tentaram a prefeitura em eleições passadas. O candidato do DEM é o deputado federal Antônio Carlos Magalhães Neto. Em 2008, ACM Neto, apontado como favorito na largada, sequer chegou ao segundo turno.

Para tirar a pecha do seu partido de opositor dos movimentos sociais – a legenda entrou com uma ação no STF contra as cotas raciais –, ACM Neto tem como companheira de chapa a professora Célia Sacramento, do PV. Militante do movimento negro, ela recebeu críticas de entidades por essa aliança.

A candidatura do demista resultou na retirada do PSDB no páreo, que optou pelo apoio a ACM Neto. Ex-prefeito (1997-2004) na época em que era do antigo PFL, o deputado federal Antônio Imbassahy era o nome dos tucanos no pleito. Porém, teve que sair de cena quando as executivas das siglas decidiram não repetir o que chamam de \"erro histórico\" de 2008.

Há quatro anos, ACM Neto e Imbassahy dividiram votos do eleitorado de direita e sequer conseguiram ir para o segundo turno, que deu a reeleição ao atual prefeito da capital, João Henrique Carneiro (PP). Como forma de mostrar reprovação por perder a sua candidatura, Antônio Imbassahy ainda não apareceu para endossar ACM Neto.

O apoio do PSDB ao DEM foi traçado em São Paulo em um acordo no qual o DEM paulista sobe no palanque de José Serra, do PSDB. De acordo com a cúpula demista, Salvador é a capital em que a legenda tem mais chances de vitória. A operação foi batizada de \"Salvadem\".

Candidato do PT, o deputado federal Nélson Pelegrino já perdeu três eleições para prefeito: 1996, 2000 e 2004. Desta vez, ele conta com a força das máquinas estadual e federal.

O principal articulador da sua campanha é o governador Jaques Wagner. Ele costurou uma coligação de 14 partidos. São tantas legendas que nem ele soube dizer o nome de todas na convenção petista, no último sábado (30). \"Não lembro dos menores\", disse após citar apenas oito agremiações em resposta à pergunta do iG.

Entre os partidos da base está o PP, de João Henrique. Mesmo assim, Pelegrino não poupou críticas ao prefeito no discurso da homologação de sua candidatura. \"A cidade vive um momento difícil, é o diagnóstico de todos, pela descontinuidade administrativa, pela falta de projeto a longo prazo\". No entanto, ele não vê constrangimento em ter os progressistas como aliado. \"todos que estão aqui estão unidos por Salvador e porque estão em torno do nosso projeto\".

A vice de Pelegrino é a vereadora do PC do B Olívia Santana. Os comunistas chegaram a lançar o nome da deputada federal Alice Portugal, a única mulher na bancada baiana na Câmara. No entanto, o governador entrou em campo e influenciou os comunistas a cederem espaço para o PT.

Um dos motivos que resultaram na união do PT com o PC da B é evitar a ascensão de Mário Kertész, do PMDB. Ex-prefeito de Salvador – biônico, de 1979 a 1981, e eleito, de 1986 a 1989 –, o peemedebista afirmou não ter interesse em reabrir a sua carreira política. Há 18 anos ele tem um programa de rádio, cuja emissora, de sua propriedade, é uma das mídias de Kertész.

De acordo com ele, Salvador está abandonada, e ACM Neto e Pelegrino não serão gestores, pois se ocuparão de projetos políticos pessoais e partidários. Até a última semana Mário Kertész, cujo vice é o líder comunitário e ex-líder estudantil Nestor Neto, ia alçar voo solo.

Após a convenção do PMDB, houve a entrada do PSC, que estava com o PT, na sua coligação. Os socialistas cristãos não gostaram de não terem sido consultados na escolha de quem seria o vice. No apoio do PSC ao PMDB pesou a atuação do vice-presidente da República, Michel Temer, que atuou para tal aliança. Ele já havia dito que, para o PMDB, Salvador é uma das prioridades da legenda.

Outros candidatos são o deputado federal e bispo da Igreja Universal Márcio Marinho, do PRB, de Hamilton Assis, do PSOL, e Rogério Tadeu da Luz, do PRTB.

 

Leia também: Guiame

veja também