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Senador‘90% honesto’ deve voltar a presidir Conselho de Ética do Senado

Senador‘90% honesto’ deve voltar a presidir Conselho de Ética do Senado

Atualizado: Terça-feira, 12 Março de 2013 as 6:55

SenadoWilson Lima

Aliado histórico da família Sarney no Maranhão, o senador João Alberto (PMDB-MA) deve ser eleito novamente presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Alberto, que ficou conhecido por ter se declarado um político “90% honesto”, deve ser reconduzido ao cargo nesta semana, na eleição prevista para ocorrer até quinta-feira.

O Conselho de Ética tem como principal função apurar denúncias de quebra de decoro parlamentar. Ele estava desativado desde o ano passado, após a cassação do ex-senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). O colegiado tem 15 membros e Alberto deve ser eleito por aclamação em uma articulação comandada pelo PMDB. “O Senado não pode ficar sem o Conselho de Ética”, disse Alberto ao iG.

Quando foi governador do Maranhão, no início dos anos de 1990, Alberto admitiu em uma entrevista ser um político “90% honesto”. A frase foi utilizada, por exemplo, por seus adversários quando ele disputou a prefeitura de São Luís, em 1992. Na época, cartazes foram espalhados em toda a capital maranhense. O hoje senador perdeu a eleição para a então candidata do PDT, Conceição Andrade, que estava em sua primeira disputa para um cargo executivo.

Polêmico, Alberto foi investigado em duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Assembleia Legislativa do Maranhão. Uma por indícios de irregularidades na Companhia Habitacional Popular do Maranhão (Conab) e outra por suspeita de fraudes em contratos da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário do Maranhão (Coderma) e no Departamento de Estradas de Rodagem (DER). As CPIs descobriram que houve pagamentos ilegais de passagens aéreas e diárias, mas Alberto não foi condenado. Ele também respondeu a duas ações cautelares no Supremo Tribunal Federal (STF), arquivadas em 2008.

Uma vez confirmada a eleição, esta será a quarta vez que Alberto assumirá a presidência do Conselho de Ética do Senado. Ele esteve à frente do órgão em 2000, ficando até 2002. Nessa primeira gestão, ele foi contra a cassação de mandato do senador Jader Barbalho (PMDB-PA), acusado de participação em fraudes na Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia).

Depois disso, Alberto foi reeleito, permanecendo no cargo até 2006, quando deixou a função para se candidatar ao cargo de vice-governador, ao lado de Roseana Sarney (PMDB-MA). A dupla perdeu as eleições para Jackson Lago, que teve o mandato cassado em 2009 e faleceu em 2011.

Em 2011, Alberto voltou ao cargo sendo eleito com 14 dos 15 votos do conselho. Ele deixou novamente a função no ano passado, quando foi convidado a assumir a Secretaria de Projetos Especiais da Casa Civil do governo Roseana Sarney. Ao lado do deputado federal Francisco Escórcio (PMDB-MA), Alberto é considerado um dos mais fiéis aliados da família Sarney no Maranhão.


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