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Vereadores elegem prefeito em Campinas

Vereadores elegem prefeito em Campinas

Atualizado: Terça-feira, 10 Abril de 2012 as 8:24

Os 33 vereadores de Campinas (SP) elegem nesta terça-feira (10) o prefeito que ficará no cargo até 31 de dezembro deste ano. A eleição indireta na cidade ocorre por conta da cassação do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e do vice Demétrio Vilagra (PT), que sofreram impeachment em 2011. A sessão está marcada para começar às 10h e terá quatro chapas concorrentes.

Após a abertura da sessão, os candidatos terão até 30 minutos para uso da tribuna e defesa da candidatura. O voto dos legisladores será aberto e pronunciado da tribuna e o eleito toma posse na quinta-feira (12). É a primeira vez na história da cidade que a Câmara de Vereadores escolhe um prefeito.

Para o cientista político da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Valeriano Costa, o novo chefe do Executivo não terá tempo para grandes projetos, já que serão apenas oito meses de mandato. “É só para não deixar a coisa piorar, tocar a vida da cidade, tapar buraco, cortar grama”, opinou. Costa também disse que a eleição indireta obrigou os partidos políticos a adiantarem o jogo de alianças para o pleito de outubro.

Os legisladores escolherão entre Pedro Serafim Junior (PDT), prefeito em exercício de Campinas após as duas cassações, Arly de Lara Romeu (PSB), José Ferreira Campos Filho (PRTB) e Antonio Francisco, O Politizador (PMN). O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu em 16 de fevereiro que a eleição para escolha do prefeito deve ser indireta.

Regras da eleição

A eleição indireta para prefeito não pode começar sem a metade mais um dos vereadores da Casa, ou seja, 17 dos 33. O voto é aberto e vence quem obter pelo menos 17 votos, já que foram inscritas quatro chapas. Caso nenhum dos candidatos não obtenha este número, os dois mais votados seguem para o segundo turno, no mesmo dia, com eleição por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais velho, conforme está previsto na legislação eleitoral brasileira.

Impeachments

Dr. Hélio (PDT) foi cassado em 20 de agosto de 2011 e seu vice, Vilagra, assumiu a prefeitura já como suspeito de envolvimento no suposto esquema de corrupção em contratos público da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), a mesma crise que derrubou o pedetista. Em 19 de outubro, o petista foi afastado da prefeitura pela Câmara de Vereadores, pois a Comissão Processante (CP) que estava em andamento para cassá-lo entendeu que ele poderia atrapalhar as investigações.

Com a decisão do Legislativo, Serafim Júnior assumiu a prefeitura. Contudo, o presidente da Câmara ficou apenas 10 dias no cargo. Uma decisão judicial recolocou Vilagra no comando do Palácio dos Jequitibás. Apesar da decisão, a CP continuou em andamento e o impeachment do petista foi votado e aprovado em 21 de dezembro. Com Demétrio Vilagra também cassado, Serafim Júnior voltou à cena e reassumiu a prefeitura.

Conheça os candidatos 

O médico Pedro Serafim Junior (PDT) tomou posse após a cassação de Hélio de Oliveira Santos e Demétrio Vilagra. Ele já foi vereador por quatro mandatos, sendo que no último foi eleito com mais de 3,4 mil votos.

O bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais Arly de Lara Romeo (PSB) foi eleito vereador duas vezes, sendo que na última eleição para o Legislativo recebeu 3,2 mil votos. O candidato já foi secretário Municipal de Assistência Social e é presidente do Hospital Beneficência Portuguesa e da Associação dos Hospitais do estado de São Paulo.

Conhecido como O Politizador, Antonio Francisco dos Santos (PMN) foi eleito vereador com mais de 2 mil votos. Ele não tem formação acadêmica e trabalhava como operador de rádio e fotografia.

O advogado José Ferreira Campos Filho (PRTB) trabalha como procurador da Prefeitura de Campinas na Secretaria de Assuntos Jurídicos. Funcionário de carreira, no governo Hélio era assessor jurídico responsável pela área de licitações e contratos.

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