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12% dos dependentes químicos já tiveram contato com oxi, diz pesquisa

12% dos dependentes químicos já tiveram contato com oxi, diz pesquisa

Atualizado: Quinta-feira, 26 Maio de 2011 as 1:10

Querosene e cal virgem são usados na produção da droga (Foto: José Bispo/Divulgação)

  Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26) pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostra que 12% dos dependentes químicos em tratamento relataram já ter tido contato com o oxi. O levantamento foi feito pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) com 92 pacientes na primeira quinzena de maio.

Entre os entrevistados, 65% disseram nunca ter ouvido falar da droga, o que pode indicar, segundo a secretaria, que eles já utilizaram oxi sem saber. Isso porque, ainda de acordo com a secretaria, muitos traficantes começaram a vender a droga como se fosse crack para os usuários dependentes, pois o oxi é mais barato.

Ainda segundo o levantamento, nenhum dos entrevistados manifestou interesse pela droga. Do total, 22% disseram achar que oxi é pior do que crack e outros 22% classificaram a droga como "devastadora".     Campanha

A Secretaria de Estado da Saúde vai fazer nesta sexta-feira (27) um alerta contra o oxi durante uma feira de saúde na Estação Brás da CPTM, das 9h às 15h. Funcionários do Cratod devem distribuir cerca de 1.000 panfletos sobre o tema e orientar a população sobre os riscos do entorpecente.

O oxi é considerado uma variação do crack. Segundo a secretaria, além do efeito mais nocivo à saúde, uma das principais diferenças entre os dois é que, para se obter o crack, são utilizados amoníaco e bicarbonato de sódio durante o preparo. No oxi, entretanto, são usados querosene e cal virgem, substâncias que podem levar à morte rapidamente, mas que barateiam o custo da droga.          

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