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31 pacientes são atendidos no corredor

31 pacientes são atendidos no corredor

Atualizado: Sexta-feira, 5 Fevereiro de 2010 as 12

O corredor da emergência do Hospital de Messejana virou uma enfermaria improvisada, com macas espalhadas de uma ponta a outra. O espaço é estreito e o calor incomoda. "É quente demais. Era bom se tivesse pelo menos um ventilador", comenta a aposentada Luiza Sampaio, 87. Ela e outros 30 pacientes estavam sendo atendidos no corredor do hospital, no fim da tarde da última quarta-feira, 3.

O problema se agravou depois que foi iniciada uma reforma no hospital. Para que a obra pudesse ser executada, parte da emergência foi desativada. Como a demanda por leitos é grande, o jeito encontrado foi acomodar pacientes no corredor. A reforma é para ampliar a emergência, que ganhará 40 novos leitos. Atualmente, o setor conta com 58.

"A superlotação não é uma realidade só nossa. É de todos os hospitais", lembra a gerente da emergência, Stela de Assis Moreira. "É lógico que a gente queria que fosse diferente, que ninguém precisasse ser atendido em corredor", acrescenta. Ela lembra ainda que chegam ao hospital muitos casos de menor complexidade, que poderiam ser resolvidos em unidades da rede secundária. Outro problema é o excesso de pacientes vindos do Interior.

A gerente afirma que, mesmo estando no corredor, os pacientes recebem a assistência necessária. "Tem dois médicos que ficam só com eles. E tem toda uma estrutura, com suporte para soro, para bomba (de infusão)", diz. Stela também garante que pacientes em estado mais grave ficam dentro das enfermarias ou das Unidades de Terapia Intensiva (UTI). "No corredor, ficam os que estão mais estabilizados. Tem nenhum que precise de equipamento de UTI".

O paciente fica no corredor enquanto aguarda a transferência para o interior da emergência ou ainda para outro hospital. "A gente faz o controle disso", informa Stela, mostrando uma lousa com o nome e a situação de cada paciente. "A minha mãe foi atendida. Não tenho do que falar", garante a vendedora ambulante Rosemare da Silva, 38. A mãe dela tem "problema no coração"e precisou ser internada. "Assistência tem. O problema do corredor é porque é desconfortável, quente", diz.

Desconforto

Não há ventiladores no corredor. "Não tem como encher de ventilador aqui. A diretoria está pensando em climatizar, colocar ar-condicionado", informa a gerente da emergência, sem citar prazos."Aqui é quente, tem muita zoada. Não é local pra deixar paciente. Mas o que a gente pode fazer", lamenta a auxiliar de enfermagem Luiza Sampaio, 40, que também estava acompanhando a mãe.

Por: Tiago Braga

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