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A caminhoneiros, Dilma pede que não deixem país voltar ao tempo da "roda presa"

A caminhoneiros, Dilma pede que não deixem país voltar ao tempo da "roda presa"

Atualizado: Quarta-feira, 28 Abril de 2010 as 12

Em um discurso com tom muitas vezes emocional, a pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ter certeza que os caminhoneiros do país "não vão permitir a volta do atraso, da estagnação, da política da roda presa que colocou o país no acostamento".

Dilma, que recorreu a linguagem muitas vezes utilizada pelos caminhoneiros, fez criticas diretas à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, afirmando que o governo do tucano abandonou a categoria.

"Tenho certeza que vocês não vão permitir a volta do atraso e da estagnação. Não vão deixar que isso aconteça. Se o Brasil para não tem desenvolvimento. O Brasil precisa impedir a volta da política da roda presa que colocou o país no acostamento e que nos paramos com ela. O país está crescendo e vocês não podem parar", disse.

A ex-ministra da Casa Civil disse que como "mãe do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)", teve uma atenção especial com as rodovias.

"Nós buscamos recuperar o atraso de décadas dessas estradas. Quero ser testemunha de que o presidente Lula sempre se preocupou onde os caminhoneiros fazem as paradas, onde podem dormir com segurança. Entre 2007 e 2009 construímos 5.000 km de rodovia, investimos R$ 27 bilhões", afirmou.

A pré-candidata do PT disse que uma de suas prioridades é fazer com que o crédito chegue nas mãos da categoria para a compra de novos veículos. "

"Nós temos que fazer com que o crédito chegue a vocês. O Brasil precisa de caminhões novos, a sociedade precisa disso e além disso o ar que a gente respira precisa de caminhões novos, de menos emissões, menos prejuízo ao meio ambiente. Por todos os motivos é imprescindível que essa política", afirmou.

Aos caminhoneiros, Dilma disse que o governo Lula tem uma política humana para os caminhoneiros. "O sistema precisa de vocês. Vocês fazem parte de um sistema estratégico para o comércio, para a distribuição, para a indústria e serviço do nosso país. Por trás de tudo isso, o governo Lula tem uma política que não vê só asfalto, concreto, mas seres humanos.

Durante o evento, Dilma recebeu o apoio do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), que afirmou que o "Brasil deve muito" a ela pelos grandes projetos do país no governo Lula de quem, segundo Sarney, a petista foi o braço-direito.

O presidente da União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, negou que o encontro tivesse caráter eleitoreiro, mas afirmou que os caminhoneiros terão "atenção especial" com a petista.

"Estamos aqui para retribuir tudo que a senhora fez para nós. Todas as nossas entidades estarão sendo convocados a dedicar atenção especial a senhora. A senhora pode contar com os caminhoneiros", disse.

Por: Márcio Falcão

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