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A generais, Lula afirma que tinha visão 'equivocada' dos militares

A generais, Lula afirma que tinha visão 'equivocada' dos militares

Atualizado: Segunda-feira, 20 Dezembro de 2010 as 4:42

Sem entrar em nenhum tema polêmico nas esferas militares, como a punição aos torturadores na ditadura, a busca por restos mortais de desaparecidos políticos e a compra de novos caças pela Aeronáutica, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez nesta segunda-feira (20) seu último discurso para oficiais-generais das três Forças Armadas.

O presidente afirmou que, antes de chegar à Presidência, tinha uma visão "totalmente equivocada" dos militares --já superada, segundo ele.

"Foi preciso chegar à Presidência da República para reconhecer a importância de vocês. Eu e muitos de fora tinhamos uma visão totalmente equivocada", disse o presidente aos generais.

A exemplo dos últimos discursos presidenciais nesta reta final de governo, Lula fez um balanço geral de seu governo após ler um discurso protocolar, com agradecimentos à participação de Exército, Marinha e Aeronáutica em ações humanitárias ao longo de seu governo.

O presidente citou obras de hidrelétricas, transposição do Rio São Francisco, pré-sal, Copa do Mundo, em meio a uma série de realizações e projetos do governo.

"Vocês vão encontrar um país onde a autoestima da sociedade é do tamanho do território nacional", disse Lula em almoço oferecido a ele pelos militares, no Clube Naval, em Brasília.

ALIADOS INTERNACIONAIS

Ele também defendeu as ações de política externa do governo, desde a aproximação com o Irã, defendendo o uso de energia nuclear pelo regime de Mahmoud Ahmadinejad para fins pacíficos, até as relações com os países vizinhos, como Bolívia, Paraguai e Argentina.

Citando o exemplo do Paraguai, com o financiamento das linhas de transmissão da Usina de Itaipu ao país vizinho, afirmou aos generais que o Brasil tem de ser "generoso".

"O Brasil precisa ser generoso para fazer as coisas que precisam ser feitas", disse.

A tentativa da diplomacia brasileira de mudar a estrutura do Conselho de Segurança da ONU, com a cessão de assentos a países emergentes, entre eles o próprio Brasil, também foi defendida por Lula.

"Nós somos respeitados porque o Brasil ousou fazer aquilo que não deveria nunca ter abdicado de fazer."

Por: Breno Costa

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