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'É a paz da família', diz motoboy ao saber de seguro obrigatório no RJ

'É a paz da família', diz motoboy ao saber de seguro obrigatório no RJ

Atualizado: Quarta-feira, 20 Abril de 2011 as 11:50

“Essa profissão é muito arriscada, o trânsito é perigoso. O seguro de vida obrigatório nos deixa mais tranquilo. É a paz da nossa família”, acredita o motoboy Everton Teixeira, de 24 anos. Everton comemorou a lei sancionada pelo governador Sérgio Cabral nesta terça (19), que diz que empresas de serviços de entrega no estado do Rio terão que fazer seguro de R$ 50 mil para os entregadores.

Everton trabalha há um ano e meio na profissão e conta que já sofreu pequenos acidentes no trânsito.

“É muita correria e sempre podemos nos ferir. O seguro contra acidentes vai ser útil. Mas eu penso em deixar essa profissão o mais rápido que puder. Minha empresa não paga o seguro. Agora vai ser diferente”, conta.

Há 5 anos trabalhando como entregador, Vagner da Silva, de 29 anos, também não possui seguro de vida.

Vagner trabalha há 5 anos como entregador (Foto: Thamine Leta/ G1)

  “Eu trabalho sem seguro. Eu nunca me machuquei de verdade, nunca quebrei nada, ou fraturei um osso. Mas o trânsito é arriscado e isso sempre pode acontecer”, disse.

Família preocupada

A esposa do motoboy Alberto Ribeiro, liga várias vezes ao dia para o marido.

“Ela me liga morrendo de preocupação, sempre. Quer saber se estou bem. O seguro vai me deixar mais tranquilo, porque tenho filho e fico preocupado caso aconteça alguma coisa”, disse Alberto, que trabalha fazendo entregas em bairros das zonas Sul e Oeste.

Apaixonado pela profissão, Josemar Brum, de 31 anos, é um entregador de sorte. A empresa em que ele trabalha paga seguro de vida e contra acidentes.

Josemar trabalha em uma empresa que paga seguro (Foto: Thamine Leta/ G1)

  “Eu gosto do meu serviço e essa é minha maior satisfação. Não penso em abandonar o meu trabalho e, como já tenho seguro há algum tempo, sei que isso faz toda diferença”, contou.

De acordo com a lei sancionada pelo governador, cada entregador deve ter seguro contra acidentes pessoais, seguro de vida e seguro contra terceiros. A fiscalização será feita por órgãos de trânsito estaduais e quem descumprir estará sujeito a penalidades do Código de Defesa do Consumidor.      

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