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Ação de combate ao crack recolhe 56 pessoas no subúrbio do Rio

Ação de combate ao crack recolhe 56 pessoas no subúrbio do Rio

Atualizado: Sexta-feira, 9 Dezembro de 2011 as 1:40

Desde março, Prefeitura recolheu 3 mil pessoas das

ruas do Rio (Foto: SMAS/Divulgação) A operação de combate ao crack e para retirar moradores das ruas do Rio recolheu, na manhã desta sexta-feira (9), 56 pessoas de Madureira, no subúrbio. De acordo com a prefeitura, três são menores. As informações são da Secretaria municipal de Assistência Social (SMAS).

De acordo com a SMAS, a operação teve início às 7h e percorreu áreas das comunidades da Patolinha e do Morro do Cajueiro, ambas em Madureira. A ação contou com o apoio de policiais do 9º BPM (Rocha Miranda), agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), além de funcionários da prefeitura. Facas, material para consumo de crack e de endolação das drogas também foram apreendidos.

“O número de jovens usuários das cracolândias vem diminuindo sensivelmente, o que demostra que estamos no caminho certo para preservar vidas e resgatar a cidadania destas pessoas”, disse o secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem.

Desde março, a Prefeitura do Rio faz operações semelhantes na cidade. De acordo com a prefeitura, 3 mil pessoas já foram retiradas das ruas, sendo 471 menores.

Programa de combate ao crack

Na quarta-feira (7), a presidente Dilma Rousseff lançou o programa do governo federal contra o crack, que prevê a internação involuntária de usuários. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, serão criados 308 “Consultórios de Rua”, com médicos, psicólogos e enfermeiros, que farão busca ativa de dependentes e avaliarão se a internação pode ser voluntária (com o aval do usuário) ou involuntária (contra a vontade do paciente).

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, no país há três tipos de internação: a voluntária, com consentimento do paciente; a involuntária, no caso de menores de idade ou pacientes em crise; e a compulsória, quando a Justiça determina a internação. No caso de internação involuntária, o hospital deve comunicar o Ministério Público estadual em até 72 horas.        

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