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Acordo no MPT põe um fim nas paralisações-relâmpago

Acordo no MPT põe um fim nas paralisações-relâmpago

Atualizado: Terça-feira, 1 Junho de 2010 as 8:07

As assembleias pontuais ou paralisações-relâmpago, que, de certa forma, afetavam os usuários do sistema de transporte coletivo da Cidade chegaram ao fim, ontem à noite, depois de compromisso firmado entre Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Ceará (Sintro-CE).

Depois de um dia marcado por mais uma paralisação surpresa, desta feita, na garagem da Empresa São José, localizada na Cônego de Castro na Parangaba, causando problemas para a população usuária do transporte rodoviário, representantes do Sintro se reuniram, à noite, na sede do MPT, com o procurador Gerson Marques de Lima, quando firmaram acordo se comprometendo a suspender as assembleias e paralisações até quinta-feira, data em que acontecerá assembleia geral da categoria para decidir se a greve será ou não deflagrada.

"Resolvemos suspender nossas assembleias pontuais, pensando na população até quinta-feira, quando decidiremos nosso futuro", afirmou a advogada do Sintro, Eliana Ferreira.

Liminar

Na tarde do último sábado, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), o desembargador José Antonio Parente da Silva, apreciou a ação cautelar proposta pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) e por meio de liminar concedida determinou uma série de medidas que o Sintro terá de cumprir. Entre as quais a de cessar, imediatamente, as paralisações-relâmpago que vêm acontecendo em frente às garagens das empresas dos coletivos, desde a semana passada. O Sintro também deve se abster de praticar atos que gerem danos aos patrimônios público e privado e de impedir, por qualquer meio, o acesso dos trabalhadores ao serviço. Se houver descumprimento, uma multa de R$ 30 mil será aplicada ao Sintro, por dia.

Mais de nove mil usuários foram prejudicados, ontem, com mais uma paralisação de motoristas e cobradores. Dessa vez, o alvo foi a empresa São José, localizada na Cônego de Castro na Parangaba. Os ônibus ficaram retidos na garagem de 4 às 7h30. Sob o pretexto de se promover assembleias-relâmpago no local de trabalho, os motoristas ficaram em frente à garagem da empresa, enquanto um carro de som conclamava para uma grande mobilização da categoria. Diretores do Sintro explicaram que a movimentação decorre do dissídio coletivo, em que os empresários teriam encerrando o canal de negociação na sexta-feira passada.

Mesmo com chuva, os trabalhadores se postavam em frente à empresa, que optou por não requisitar força policial. A gerência de tráfego estimou que a paralisação afetou 9.311 passageiros, que deixaram de realizar 308 viagens programadas em 134 ônibus, que acabaram ficando retidos na garagem. O movimento paredista interrompeu, principalmente, as linhas Siqueira/Praia de Iracema, Vila Manoel Sátiro 1 e 2, Vila Manoel Sátiro Centro, Genibaú Centro, Genibaú Lagoa, Conjunto Ceará Lagoa e - a mais movimentada - Siqueira/Praia de Iracema.

O empresário e diretor do Sindiônibus, Dimas Barreira, que é também um dos proprietários da São José, avaliou o ato como mais uma violação à decisão judicial e disse que seu sindicato juntou provas da paralisação e protocolou-as dando entrada no TRT. A Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (Etufor) também ingressou com provas da paralisação na garagem da Empresa São José. O desembargador do TRT José Antonio Parente da Silva, ainda não tinha recebido, no final da tarde, as provas do Sindiônibus e Etufor, mas disse que logo que cheguem serão analisadas.

Por José Leomar

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