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Acusações de corrupção dominam debate no DF

Acusações de corrupção dominam debate no DF

Atualizado: Terça-feira, 21 Setembro de 2010 as 9:18

Faltando menos de duas semanas para as eleições, os candidatos ao governo do Distrito Federal subiram o tom esta segunda-feira em debate da Record, que acabou marcado por trocas de acusações sobre corrupção e alianças políticas. Principal alvo, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) trocou farpas com o rival, Agnelo Queiroz (PT), e respondeu perguntas sobre desvio de dinheiro em seu governo.

O petista questionou Roriz sobre decisão da Justiça que o condenou a devolver R$ 7,7 milhões à União por compra de equipamentos sem licitação. “Se for condenado em definitivo (cabe recurso da decisão), tenho capacidade para pagar”, retrucou o ex-governador.

Indiretamente, Agnelo acusou outro desvio, de R$ 96 milhões, em governo de Roriz. “É dado oficial, do Tribunal de Contas”, disse Agnelo, dirigindo-se ao candidato do PV, Eduardo Brandão. “(Com esse valor) dava para construir cem creches”.

Questionado sobre o que fará caso tenha registro de candidatura negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira, Roriz se disse favorável à Lei da Ficha Limpa, mas afirmou que não tem “plano B”. “Tenho absoluta convicção de que serei absolvido. Não tenho plano B. Não tenho outro candidato”, repetiu.

Já Agnelo foi questionado sobre a aliança com o deputado Tadeu Filippeli (PMDB-DF) e por ter trocado de partido. “Como uma pessoa do partido comunista passa para o partido de trabalhadores?”, perguntou Roriz.

O petista disse que as alianças no DF repetem a aliança formada por Lula no país. “Hoje o apoio do presidente Lula garante que estamos afinados com o governo federal”. Agnelo disse ainda que, caso surjam irregularidades, só não será investigado quem andar na linha. “No meu governo quem manda sou eu”.

Brandão e Toninho do PSOL também trocaram acusações. Toninho acusou o candidato do PV de ter dirigido uma empresa familiar “fraudulenta”. Já Brandão lembrou que Toninho está lotado no gabinete do senador José Nery (PSOL-PA). “Não podemos estar lotados em gabinetes para fazer política”, disse o verde.

Toninho rebateu dizendo que faz assessoria para Nery. “Sou psicólogo do Ministério da Saúde Fui convidado pelo senador com quem tenho mais de 25 anos de convivência”, rebateu Toninho. “Faço projetos, ajudo a redigir discursos. Sou servidor público e tenho muito orgulho disso”.

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