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Acusações são "cortina de fumaça", diz Marina Silva após bate-boca

Acusações são "cortina de fumaça", diz Marina Silva após bate-boca

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 8:36

A ex-senadora do PV Marina Silva rebateu nesta quinta-feira (12) as acusações feitas ao marido dela, Fábio Lima, pelo relator do novo Código Florestal, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) na noite de terça (11).

Durante o debate para votação do projeto de lei que muda a legislação ambiental, a ex-senadora do PV Marina Silva postou no microblog Twitter: "Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?!"

Rebelo, então, pediu a palavra e disse: "A ex-senadora Marina Silva postou em seu Twitter que eu fraudei o texto. Quem fraudou contrabando de madeira, foi o marido de Marina Silva."

Rebelo se referia a reportagens publicadas no ano passado sobre o suposto envolvimento do marido de Marina, Fábio Lima, em fraudes contra o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). O deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que coordenou a campanha à Presidência de Marina Silva em 2010, gritou para Aldo Rebelo: "Canalha, traidor! Se vendeu para os ruralistas."

“De cabeça erguida, com a consciência tranquila, diante de Deus e dos homems, não vamos permitir que isso seja uma cortina de fumaça para sair do debate que interessa, que são os retrocessos promovidos na legislação ambiental brasileira”, afirmou a ex-senadora.

Durante coletiva de imprensa nesta quinta, convocada para esclarecer as acusações, Marina Silva afirmou que as suspeitas levantadas contra seu marido foram feitas na época em que ela era ministra do Meio Ambiente, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ela, as acusações seriam represália ao endurecimento das ações do ministério contra irregularidades ambientais.

“Eu não tenho receio. Em relação às pessoas que me conhecem e conhecem meu marido, sabem que essas acusações são falsas, levianas. Ocorreram na época em que eu estava no Ministério do Meio Ambiente, quando se iniciou o processo de investigações com o Ibama e a Polícia Federal”, disse a ex-ministra.

Segundo Marina, na época, as ações teriam levado mais de 700 pessoas à prisão e aplicado mais de R$ 4 bilhões em multas.

Durante o bate-boca no plenário, na noite de terça, o relator do novo Código Florestal chegou a dizer que Marina Silva teria pedido a ele para evitar que Fábio Lima fosse chamado ao Congresso para se explicar sobre as acusações. Na época, Rebelo era líder do governo na Câmara.

De acordo com Marina, parlamentares que faziam oposição a ela teriam feito pedidos para que Lima fosse convocado a depor. A ex-senadora negou que tivesse feito a intervenção.

“Até ontem eu imaginava que o encaminhamento do líder de não se fazer o depoimento era pelo seu convencimento sobre a justeza da causa. Se não tinha o convencimento não deveria ter encaminhado a suspensão dos pedidos feitos por aquelas pessoas.

Líder do PV

Em nota, o líder do PV na Câmara, Zequinha Sarney, classificou a acusação como “caluniosa e injusta” e afirmou que Rebelo teria demonstrado “desequilíbrio e falta de preparo” para exercer o mandato de deputado.

“O ataque desferido contra a honra de Marina Silva e seu esposo atinge também todo o homem e mulher de bem de nosso país, todos que preza e defendem a ética e a justiça nas relações humanas e, sobretrudo, no espaço da política e da atuação do Estado”, disse Zequinha Sarney.

O líder do PV reafirmou que as acusações contra Fábio Lima – na época em que Marina era ministra – tinha o objetivo de “deter” o combate aos crimes ambientais.

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