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Acusado de crime em boate no Rio ganha habeas corpus e é solto

Acusado de crime em boate no Rio ganha habeas corpus e é solto

Atualizado: Sexta-feira, 26 Agosto de 2011 as 12:05

A boate The Week, na Zona Portuária do Rio, onde

ocorreu o crime no início de agosto

(Foto: Reprodução/TV Globo)

  O agente penitenciário que estava preso acusado de matar o policial civil Marcelo Bittencourt ao fim de uma festa na boate The Week, na Zona Portuária do Rio, na madrugada do último dia 6 de agosto, foi beneficiado com habeas corpus. A informação foi confirmada na manhã desta sexta-feira (26) pelo Tribunal de Justiça. O advogado dele, José Pinto Soares de Andrade, disse que ele deixou o presídio de Bangu 2 na noite de quinta (25), mas a Seap informou que ainda não tinha recebido documento sobre o assunto.

O habeas corpus foi concedido pelo desembargador Marcus Henrique Pinto Basílio, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O TJ explicou que a liberdade foi concedida em liminar, mas o mérito do pedido ainda vai ser julgado.

O advogado de defesa pediu o benefício alegando que o agente penitenciário agiu em legítima defesa , já que o policial civil Marcelo Bittencourt atirou num PM, que ficou ferido no rosto, e, segundo o advogado, ameaçava continuar atirando. O advogado explicou que o agente penitenciário disparou dois tiros e acabou matando Bittencourt. Na segunda-feira (8), ele se apresentou à polícia .

José Pinto Soares de Andrade negou ainda que o agente penitenciário seja segurança de um suposto bicheiro que estava na boate e teria mandado que ele atirasse no policial civil. O advogado disse que conhece o agente penitenciário, que, segundo ele, estava lotado na Vara de Execuções Penais. O TJ informou que não tem essa informação. O advogado disse ainda que, por coincidência, entrou com ele na boate naquela noite.

“Eu estava chegando à boate e encontrei com ele na entrada. Ele me cumprimentou e perguntou se eu poderia levá-lo à área VIP e eu levei, mas fui embora às 2h e não vi o que ocorreu”, explicou o advogado.

O crime

Segundo o delegado Felipe Ettore , da Divisão de Homicídios, que investigou o caso, o policial civil Marcelo Bittencourt, ao entrar na boate, acautelou sua arma na portaria. Mas teria se aborrecido com um grupo que faria a segurança de um suposto bicheiro que tinha chegado à boate, já que eles não teriam acautelado as armas, segundo o delegado. À saída, houve uma discussão e o policial civil acabou alvejando um policial militar, que ficou ferido.

Ainda de acordo com Ettore, o suposto bicheiro teria feito um sinal para o agente penitenciário atirar no policial civil, que morreu no local. O suposto bicheiro teve a prisão temporária decretada mas também ganhou habeas corpus .              

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