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Acusados de matar psicóloga em 2008 começam a ser julgados em SP

Acusados de matar psicóloga em 2008 começam a ser julgados em SP

Atualizado: Segunda-feira, 24 Outubro de 2011 as 2:44

Após quase três anos, começou por volta das 12h desta segunda-feira (24) no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, o julgamento de três dos quatro acusados de participar do assassinato da psicóloga e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Renata Novaes Pinto, de 44 anos, executada com três tiros perto de sua casa na Vila Madalena, Zona Oeste da capital paulista, em 6 de novembro de 2008, após deixar os quatro filhos na escola.

Como o processo foi desmembrado, o quarto acusado irá ser julgado em separado dos demais réus em data ainda a ser marcada pelo juiz Emanuel Brandão Filho. Todos os acusados respondem ao crime presos.

De acordo com a denúncia feita Ministério Público à Justiça, o homicídio da psicóloga foi encomendado. A suspeita da Polícia Civil é que o mandante do crime é o marido de uma ex-paciente de Renata que a teria culpado pelo processo de separação dele com a mulher. Apesar disso, a investigação ainda não conseguiu identificar esse homem.

Segundo o promotor Rogério Leão Zagallo, nesta segunda estão sendo submetidos a júri popular João Nilton da Silva Moreira, apontado como o autor dos disparos que mataram a psicóloga; Claudemir Rossi Marques, que levou o atirador na garupa da sua moto até a vítima; e José Neudes Rodrigues do Prado, que contratou o executor e o motociclista.   Quarto réu

O ex-policial militar Claudemir Macario dos Santos, que, segundo a Promotoria, contratou os três réus acima e foi chamado pelo mandante do crime para atuar como uma espécie de ‘detetive’, será julgado em outro dia a ser agendado.

O G1 não conseguiu localizar os advogados dos réus ou os parentes e representantes da vítima para comentar o assunto.

De acordo com a assessoria do TJ-SP, sete jurados irão decidir o destino dos réus: se eles são culpados ou inocentes da acusação de terem participado do homicídio de Renata. Para formarem suas convicções, eles irão acompanhar os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além do interrogatório dos acusados e debates entre Ministério Público e defesa.

Posteriormente, os jurados irão se reunir e votar. Após a decisão do júri, o juiz dará a sentença. Caso sejam condenados, os réus podem pegar penas que variam de 6 anos a 20 anos de reclusão.

A expectativa do juiz é que o júri termine nesta segunda. Mas se houver necessidade, o julgamento será retomado na terça-feira (25).

O promotor do caso acredita que os acusados sejam condenados. “Eles participaram do assassinato da psicóloga por dinheiro. Receberam, cada um, cerca de R$ 5 mil. Existe uma pessoa acima deles, que é o mandante, a quem interessava a morte de Renata. Existe investigação em andamento ainda para saber quem é essa pessoa”, disse Zagallo.

Segundo a Promotoria, os três acusados deram versões diferentes para o crime. “Na fase da investigação policial, eles confessaram a participação no assassinato. Na fase do processo judicial, no entanto, negaram tudo. O outro réu, o ex-PM, sempre negou as acusações. Apesar disso, temos provas testemunhais e técnicas que demonstram a participação deles todos no homicídio”, disse o promotor

O crime

Renata foi morta na manhã do dia 6 de novembro de 2008, quando chegava a sua casa, na Rua Judith. Ela havia sido abordada por dois homens em uma moto. Ela estava dentro do carro, abriu a porta do veículo e levou os disparos efetuados por um dos ocupantes da moto. Os criminosos fugiram em seguida.

A vítima chegou a ser levada ao pronto-socorro do Hospital das Clínicas (HC), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Renata trabalhava no Departamento de Psiquiatria da Unifesp. Dias antes do crime, ela havia feito uma pesquisa sobre o diagnóstico de pacientes vítimas de câncer, para saber o que eles esperavam ouvir do médico.        

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