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Acusados de morte de família em Americana, SP, são julgados

Acusados de morte de família em Americana, SP, são julgados

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 4:08

O julgamento de dois réus acusados de participação na morte da família Tempesta, morta em Americana, a 127 km de São Paulo, em 2009, foi interrompido às 11h45 desta terça-feira (6) para que os envolvidos pudessem almoçar. Bruno Magrine Palumbo e Fabiane dos Santos Pinheiro estão presos de forma preventiva há quase três anos.

A retomada do julgamento, que teve início por volta das 9h23 no Fórum de Piracicaba, a 160 km da capital, ocorreu às 13h07. A pena para cada um deles pode chegar a 80 anos. "Os réus foram ouvidos e agora o promotor e a defesa irão se pronunciar. O julgamento termina hoje (terça), nem que se estenda até o final da noite", disse a juíza responsável pelo caso, Gisela Rufo. Sete jurados irão se reunir para dar a sentença.

Após o almoço, o promotor Antônio Carlos Guimarães Júnior terá 2h30 para se pronunciar. Os advogados de defesa também terão o mesmo período para falar. Na sequência, haverá uma nova paralisação e, se necessário, o promotor e a defesa terão mais uma hora e meia cada para a réplica e tréplica.

Quatro testemunhas de defesa dos acusados depuseram na manhã desta terça. Familiares das vítimas estão acompanhando o caso. José Geraldo Tempesta, pai do empresário morto Robson Tempesta, pede pena máxima aos envolvidos.

O caso

Em 14 de janeiro de 2009, Robson e Ana Paula Tempesta foram mortos a tiros, dentro de um escritório, em Americana. Robson possuía uma firma de locação de veículos estilo Big Foot, utilizados em exibições de destruição de carros em eventos como rodeios. O mecânico Celso Pereira de Assis, réu confesso dos crimes, foi até o local com Palumbo, que também trabalhava na empresa, para cobrar uma dívida de R$ 16 mil.

Após matar o casal com 15 tiros, Assis pegou as duas filhas da família Tempesta, então com oito anos e um ano e meio, e as levou até a casa da sua mulher, Fabiane, em Campinas, a 91 km de São Paulo. Ambas foram mortas por asfixia e encontradas às margens da Rodovia do Açúcar, em Elias Fausto, na manhã do dia seguinte.

Assis não será julgado nesta terça. Desde o início do ano, dois laudos atestaram problemas mentais, ocorridos após os crimes, e ele permanece preso para tratamento médico. “O meu entender é de que, como os problemas mentais ocorreram após os crimes, ele irá a júri assim que recuperar a sanidade. Por ora ele segue em tratamento”, explicou o promotor responsável pelo caso do acusado Assis, Clóvis Cardoso de Siqueira, da promotoria de Justiça de Americana.

O julgamento de Palumbo e de Fabiane ocorre em Piracicaba por conta da comoção popular que o crime gerou em Americana. Para evitar um ‘pré-julgamento’ do júri, a Justiça determinou a troca de comarca. O mesmo deve ocorrer caso Assis vai a julgamento.      

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