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Admiradores de Alencar e curiosos se despedem no Sírio Libanês

Admiradores de Alencar e curiosos se despedem no Sírio Libanês

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 9:10

Dezenas de curiosos e admiradores de José Alencar se aglomeraram na manhã desta quarta-feira (30) em frente ao Hospital Sírio Libanês, no Centro de São Paulo, para prestar a última homenagem e se despedir de José Alencar.

Entre o grupo estava a aposentada Maria Tereza Brandão, de 80 anos, que estava emocionada e tinha nas mãos uma flor que pretendia colocar sobre o caixão de Alencar. Mas ela apenas viu de longe o cortejo partir rumo ao Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, de onde o corpo seria levado de avião para Brasília.

“Ele foi um homem guerreiro, de coragem. Sempre mandava cartas para ele quando passava por internações para tratar o câncer. Conheci ele através do meu marido, que tinha contatos entre políticos”, disse Maria Tereza.

“Passei mal ao saber da morte dele. Era uma pessoa boa, que merece todas as homenagens”, acrescentou ela.

Mineira, assim como Alencar, a auxiliar de limpeza Lindomar Alves Vieira, de 59 anos, deixou o trabalho noturno em um supermercado no bairro do Limão, na Zona Norte de São Paulo, e foi direto para o Hospital Sírio Libanês na tentativa de ver o corpo de Alencar.     “Estrou triste pela morte dele. Deveriam fazer um velório em São Paulo também, para que os admiradores dele, assim como eu, pudessem fazer uma homenagem”, disse Lindomar, que nasceu em Caratinga (MG), mas mora há anos em São Paulo.

“Minha família, que mora atualmente em Belo Horizonte, pretende ir ao velório que será realizado lá. Eu sinto o Alencar como se fosse uma pessoa da família, uma pessoa que merece ser admirada, humilde”, afirmou a auxiliar de limpeza.

Funcionários do Sírio Libanês, entre recepcionistas, manobristas e enfermeiros, também estavam entre o público que esperava o corpo deixar o hospital. Uma enfermeira que se identificou como Maria Beatriz deixava cair lágrimas no rosto.

“Nunca falei com ele, mas várias vezes estive em seu quarto e dei medicação. Era uma pessoa simples”, limitou-se a dizer.

José Alencar, de 79 anos, morreu às 14h41 de terça-feira (29), em razão de câncer e falência múltipla de órgãos, segundo informou o Hospital Sírio-Libânes. O corpo deixou o hospital por volta das 7h e seguiu para Brasília, onde será velado no

Palácio do Planalto.      

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