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Adoção de ponto eletrônico lota estacionamento no Senado

Adoção de ponto eletrônico lota estacionamento no Senado

Atualizado: Quarta-feira, 3 Fevereiro de 2010 as 12

Em dois dias, a instalação do sistema de ponto eletrônico mudou a rotina no Senado. Servidores ouvidos pelo G1 nesta terça-feira (2) criticaram o novo sistema de controle de frequência ao dizer que há funcionários que apareceram somente na hora de bater o ponto. O sistema foi implementado nesta segunda-feira (1º) com o objetivo de combater ausências de servidores e dar mais rigor ao controle de horas extras.

A mudança na Casa pode ser percebida logo na chegada. Congestionamentos maiores que os habituais resultaram em estacionamentos cheios. O G1 esteve em um estacionamento em um anexo no Senado que, antes do novo sistema, em geral ficava com cerca da metade das vagas ocupadas durante a manhã. Nesta terça-feira, a lotação era praticamente total. O mesmo aconteceu em outros estacionamentos visitados pela reportagem. 

Com o novo sistema, o servidor precisa registrar chegada e saída em um computador mediante uma senha pessoal. A partir de maio, a Casa pretende fazer a identificação por meio de um sistema biométrico com a identificação da digital do servidor. 

Horários

O horário mais comum de trabalho na Casa é com chegada às 8h30 e saída às 18h30, com duas horas de almoço. Um ato assinado no ano passado limita em duas horas diárias o total de horas extras a ser pago para cada funcionário. Portanto, no caso dos servidores que entram às 8h30, o ponto final pode ser registrado até as 20h30. 

Funcionários ouvidos pelo G1 confirmaram que alguns servidores que não costumavam comparecer ao trabalho foram ao Senado no horário de expediente nestas segunda e terça. 

Em casa

Uma funcionária de um gabinete de um senador, no entanto, relatou que na hora em que chegou ao Senado, por volta das 8h30, encontrou vários servidores saindo das vans que transportam os funcionários entre os anexos para pegar seus carros nos estacionamentos e deixar a Casa. Segundo a servidora, provavelmente eles apenas registraram presença e abandonaram o local de trabalho. 

Outra funcionária contou que no gabinete onde trabalha, alguns servidores que geralmente só dão expediente no período da tarde apareceram pela manhã. De acordo com ela, esses funcionários registraram presença e deixaram a Casa para só retornar no período em que trabalham habitualmente, a partir das 14 horas. 

Reclamações

Funcionários que costumam trabalhar até mais do que o horário normal reclamaram do sistema de controle de frequência. Os que acompanham senadores, por exemplo, destacaram que não teriam como estar na Casa e em seu computador na hora de bater o ponto.

Servidores que têm atividade vinculada diretamente ao plenário, como seguranças e o pessoal do café, também relataram dificuldades para cumprir as exigências. Segundo eles, a regra que proíbe o pagamento de mais de duas horas extras os penaliza porque muitas vezes as sessões da Casa extrapolam esse limite.

Por: Eduardo Bresciani

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