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Adolescente conta como foi agredida por colegas em Betim, na Grande BH

Adolescente conta como foi agredida por colegas em Betim, na Grande BH

Atualizado: Sexta-feira, 16 Dezembro de 2011 as 10:17

"Toda vez que eu fecho o olho, eu lembro das tijoladas, das facadas, sei lá", disse a adolescente que acusa colegas de agressão e está internada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No hospital, ela contou ao programa Mais Você como foi agredida e disse que tem medo de voltar para casa.

A adolescente está internada desde segunda-feira (12). Ela foi socorrida em uma rua do bairro São José pela Polícia Militar (PM) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Segundo a PM, a vítima relatou que quatro colegas de escola tiraram parte da roupa dela, a agrediram com um objeto perfurante e atearam fogo nas pernas dela. A garota também sofreu queimaduras de segundo. "Para minha casa antiga, eu não quero voltar. Não quero porque se acontecer de eu trombar como uma dessas meninas na rua, elas quiserem fazer isso de novo, vai ser outra dor, eu não quero sentir isso de novo", disse. 

Segundo relato da garota, ela foi chamada por quatro colegas para um fazer um passeio e, quando chegaram perto de um matagal, uma delas parou e disse que queria fazer xixi. "Eu disse, também quero. Quando abaixei , elas me deram duas tijoladas na cabeça, ai vieram com a faca, ai foi me esfaqueando toda. Na hora que elas viram que eu não tava muito boa, muito legal, jogaram álcool e colocaram fogo. Eu não sei como eu consegui correr, tirei a blusa pra apagar o fogo, ai eu cai no chão e consegui gritar. Vieram e me socorreram", falou.

Para a mãe da adolescente, a violência foi cometida por causa de um antigo relacionamento da filha com o ex-namorado de uma das agressoras, que frequentava a casa da família. "Eu conhecia todas elas, mas a L. [ uma das garotas acusada pela vítima], que foi a principal, esteve na minha casa duas semanas antes do ocorrido, no quarto da Estela. Lanchou lá e saíram juntas, voltaram de uma passeio à noite. Eram amigas", contou Cláudia Santos Máximo.

"Espero que a Justiça seja feita, eu não quero que ela seja ferida como minha filha, não quero que ninguém a mate. Eu quero que ela encontre Deus, que seja tratada, pois é so uma criança. A gente não sabe o que leva uma pessoa a fazer isso", lamentou Cláudia. A mãe disse que a filha levou 15 facadas, foi queimada, teve os pulmões perfurados e passou por cirurgia para a retirada de um dos ovários.

Três adolescentes suspeitas de terem participado da agressão negaram ter cometido a violência. Duas delas indicaram o nome de uma quarta pessoa. Elas devem ser recolhidas, de acordo com a Polícia Civil.         

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