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Adolescente diz que apanha de cinco colegas há sete meses em MS

Adolescente diz que apanha de cinco colegas há sete meses em MS

Atualizado: Quinta-feira, 11 Agosto de 2011 as 11:52

Uma dona de casa de 35 anos registrou nesta quarta-feira (10) boletim de ocorrência por lesão corporal contra cinco adolescentes por supostas agressões contra seu filho, de 12 anos, em Campo Grande. Segundo a denúncia, o garoto vinha sendo ridicularizado e ameaçado pelos estudantes desde o início do ano letivo.

Adolescente de 12 anos diz que é agredido há sete

meses por cinco colegas de escola em MS

(Foto: Ricardo Campos Jr./G1 MS)

  De acordo com relatos do estudante, o bullying começou depois que ele disse à diretora que um colega de 14 anos havia matado aula. Desde então, o grupo de estudantes entre 12 e 14 anos passou a agredi-lo.

Segundo a mãe, o adolescente foi ferido novamente na terça (9) e, inicialmente, se recusava a contar o que havia acontecido. “Ele chegou apavorado. Até que ele disse que um dos colegas o mataria se ele contasse o que havia acontecido”, afirmou.

Na quarta, o estudante aceitou ir à escola acompanhado pelos pais, desde que fosse transferido para outra. No gabinete da diretora, revelou as ameaças e agressões. “Naquele momento o chão abriu e eu caí. Ele não falava nada em casa”, disse a mãe.     O adolescente diz que os episódios de violência aconteciam até mesmo dentro da sala de aula. O garoto tem algumas marcas pelo corpo, que teriam sido provocadas com socos, chutes e de perfurações feitas com lápis, o canivete e outros objetos cortantes.

Segundo a vítima, também era caçoado por tirar boas notas. “Acho que eles ficavam com inveja de mim. Eles me chamavam de ‘nerd’. Eu deveria ter contado, mas eles me ameaçavam. Dá medo de um dia eu sair na rua e eles me matarem”, disse ao G1 o estudante.

Na manhã desta quinta (11), o garoto foi levado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde passou por exame de corpo de delito. O caso deve ser investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude, onde os estudantes e seus pais devem ser ouvidos.

Nova mudança

A mãe conta que é segunda escola em que o filho sofre com o bullying. No ano passado, quando estudava em outro estabelecimento de ensino, o garoto chegou a ter crise depressiva e, segundo ela, ainda toma remédios controlados. Será a segunda transferência pelo mesmo motivo.

“Se ele não contar [o que acontece], vai ter o mesmo problema novamente”, diz a mãe. Ela espera que a denúncia se transforme em punição.

Já a criança acredita que desta vez pode ser diferente e conviver em paz no ambiente de estudo. “Eu vou fazer muitas amizades”, planeja.              

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