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Advogado diz que pedirá soltura de alunos da USP ainda nesta tarde

Advogado diz que pedirá soltura de alunos da USP ainda nesta tarde

Atualizado: Terça-feira, 8 Novembro de 2011 as 3:02

A Tropa de Choque fez um cordão de isolamento para evitar que os alunos se a

proximem do prédio da reitoria, desocupado nesta madrugada após a PM cumprir

uma ordem judicial. Setenta e três estudantes foram detidos e serão indiciados por

 dano ao patrimônio (Foto: Juliana Cardilli/G1)   O advogado Felipe Gomes da Silva Vasconcelos, que representa estudantes presos em flagrante pela Polícia Militar durante o cumprimento, na manhã desta terça-feira (8), da reintegração de posse do prédio ocupado da reitoria da USP, afirmou no início da tarde que irá entrar com pedido junto à Justiça solicitando a soltura de todos os detidos. Segundo os advogados, são 73 pessoas, dos quais quatro funcionários da USP. “A prisão foi ilegal. Não houve individualização de crime. É preciso haver uma investigação para tipificar primeiro o que cada um possa ter cometido. Isso não ocorreu”, afirmou Vasconcelos. Ele disse que pretende entrar com o pedido de soltura ainda na tarde desta terça.

Outro advogado de defesa dos estudantes, Alexandre de Sá Domingues disse que seu cliente foi agredido durante a ação da PM e que vai registrar ocorrência por agressão no 91º DP (Ceasa), na Zona Oeste da capital, para onde o jovem foi levado. Segundo o advogado, o ex-aluno, formado em Ciências Sociais, dormia no carro, estacionado perto da reitoria, no momento em que os policiais chegaram ao campus.

De acordo com Domingues, ele estava lá em apoio aos demais estudantes, mas não chegou a ocupar a reitoria. “Meu cliente estava dormindo, foi acordado pela Tropa de Choque e atingido pelo capacete de um policial militar, que machucou o seu nariz”, afirmou. Ainda segundo o advogado, os estudantes detidos devem ficar em silêncio durante depoimento à polícia.

Os 73 estudantes detidos na madrugada desta terça por não cumprir a determinação judicial de deixar o prédio da reitoria serão indiciados por dano ao patrimônio público e desobediência à ordem da Justiça. Todos deverão passar por exame de corpo de delito.

O delegado seccional Dejair Rodrigues afirmou que eles só poderão deixar a delegacia após pagamento de fiança de R$ 1050, por aluno. Segundo Rodrigues, cada um dos detidos terá situação financeira avaliada pela autoridade policial para, se for o caso, arbitrar um valor compatível.

Os estudantes também serão investigados pela polícia por formação de quadrilha. De acordo com Rodrigues, a polícia esteve no prédio da reitoria e constatou que as câmeras de segurança e portas foram destruídas e paredes estão pichadas. O edifício foi invadido por alunos contrários à presença da PM na Cidade Universitária, na capital paulista, desde o dia 2.

O porta-voz da Polícia Militar, Marcel Sofner, afirmou que a PM não tem informações sobre feridos na ação. "A PM agiu de acordo com a lei", disse.          

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