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Advogado diz que pedreiro está preso por ter mesmo nome de criminoso

Advogado diz que pedreiro está preso por ter mesmo nome de criminoso

Atualizado: Quinta-feira, 31 Março de 2011 as 3:39

A Justiça de Alagoas investiga o caso de um servente de pedreiro que pode estar preso por engano desde segunda-feira (23) em Araraquara, a 273 km de São Paulo. Ele tem o mesmo nome de um homem acusado de matar a ex-mulher em Maceió (AL), em 2000. O nome da mãe dele também é o mesmo.

Um oficial da Justiça fez um reconhecimento de fotos do homem preso para tentar esclarecer o caso nesta segunda-feira (28), no Alagoas. Segundo documento divulgado pela Justiça nesta quinta-feira (31), a mãe da mulher morta reconheceu o pedreiro como sendo o ex-marido da filha, mas dois irmãos do acusado negaram qualquer semelhança entre os dois. O acusado estaria foragido desde 2000.

Inocência

De acordo com a filha do preso, Cristiane Silva, o servente de pedreiro já estava morando em Araraquara no ano do crime. “Em 2000, ele tava trabalhando e sofreu um acidente. Ele ficou aqui  na casa da minha avó”, disse. A filha conta que o pai não viaja para o Nordeste há 12 anos. Por isso, ela garante que ele é inocente. “Ele não seria capaz de cometer esse crime”.

O patrão do detido, José Anadilson da Silva, também o defende. “Na data do crime ele estava registrado em uma empresa na cidade”.

A família contratou um advogado que entrou com um pedido de habeas corpus na Justiça de Maceió, que já pediu a transferência do homem para uma casa penal de Alagoas. O juiz do caso pretende ouvi-lo e considera a possibilidade de fazer um teste de DNA.

Identidade

De acordo com o advogado Rodrigo Abuchain, a documentação do servente já seria suficiente para provar a inocência dele. “Ele é natural de São José da Coroa Grande, e o acusado é de Palmares, no Pernambuco. A data de nascimento do acusado é 21 de janeiro de 1965 e do detido em Araraquara é 13 de junho de 1967”, explicou.

Enquanto a situação não é esclarecida, parentes e amigos aguardam com ansiedade. “Há oito dias aconteceu o caso e eu voltei a trabalhar hoje. Eu que sou colega dele estou nessa situação, então imagina as filhas, que não estão comendo direito e nem indo às aulas. Até agora não liberaram visitas para ele”, reclamou José Anadilson da Silva.    

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