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Aécio agradece FHC e diz que escolha para 2014 ocorrerá após eleição

Aécio agradece FHC por acreditar na possível candidatura

Atualizado: Quarta-feira, 25 Janeiro de 2012 as 8:57

Em nota divulgada nesta terça-feira (24), o senador Aécio Neves (PSDB-MG) agradece ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela defesa de seu nome para a disputa pela Presidência em 2014.
Em entrevista à revista "The Economist", FHC disse que Aécio é o candidato óbvio à Presidência.
Na nota, Aécio afirmou que a escolha do candidato do PSDB à Presidência deve acontecer depois das eleições municipais de 2012. "O momento é de renovar o partido."
"Agradeço a referência do presidente Fernando Henrique. O partido saberá definir o melhor nome, entre os vários de que dispõe, no momento certo, que, acredito, será após as eleições municipais. Temos que trabalhar agora pelo fortalecimento partidário e de suas estruturas, a juventude, as mulheres, os sindicatos, além do esforço para ampliar o alcance do nosso discurso. No momento certo, independente de quem será o nome, o PSDB estará em condições de apresentar um projeto ao país que faça o contraponto ao modelo de governança representado hoje pelo PT."
ENTREVISTA
Na entrevista, feita pelo chefe da sucursal da revista em São Paulo, o ex-presidente prevê uma nova disputa entre José Serra e Aécio.
"As coisas estarão mais claras depois das eleições municipais. Provavelmente veremos uma briga interna muito forte no PSDB, entre Serra e Aécio."
Sobre a eleição de 2010, em que o PSDB saiu derrotado nas urnas, FHC afirma que o partido cometeu "erros enormes" e admite que o então candidato, José Serra, estava isolado "mesmo internamente".
"Não formamos alianças. Foi uma espécie de arrogância. Nosso candidato estava isolado, mesmo internamente", afirmou FHC na entrevista.
Questionado se Aécio pode vencer em 2014, FHC elogia a capacidade do mineiro de estabelecer alianças.
"Aécio é mais da cultura tradicional brasileira, mais apto a estabelecer alianças".
Na entrevista, que foi levado ao ar no site da revista na semana passada, o ex-presidente ainda fala que o sistema de governo brasileiro permite a corrupção.
"Sempre tivemos algum grau de corrupção, aqui e ali, mas o sistema não era corrupto. Agora o sistema permite a corrupção como um ingrediente normal", afirmou, remetendo à partilha de poder entre os partidos a maior possibilidade de corrupção. "Você não está partilhando poder, você está partilhando oportunidades de ter bons contratos."
O tucano ainda nega que o mesmo sistema tenha ocorrido em seu governo. "Talvez num ou outro caso, mas agora o sistema inteiro está baseado nisso. Isto é novo."

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