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Aécio Neves defende fim das coligações partidárias

Aécio Neves defende fim das coligações partidárias

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 4:33

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu nesta terça-feira (22) o fim das coligações partidárias.

Na manhã de hoje, o Senado instalou a comissão da reforma política, que pretende elaborar, em 45 dias, uma proposta com mudanças na atual legislação.

O tucano mineiro ainda defendeu o sistema distrital misto ou distritão, em que parte dos deputados é eleita pelo voto proporcional e parte pelo voto majoritário.

"Eu acho que a coligação traz distorções ao processo representativo hoje, mas ela acaba por esse outro sistema. Porque num momento em que você faz o distritão, você não tem mais possibilidade de fazer coligação partidária. De uma forma ou outra, se você perguntar um tema que eu ache que está mais próximo do fim hoje é o fim das coligações proporcionais", disse o senador.

Aécio ainda afirmou ser favorável a uma janela partidária ao final do mandato parlamentar.

"Um parlamentar eleito por um partido tem que cumprir o mandato por esse partido, mas pode ao final desse mandato, talvez seis meses antes do final do mandato, eventualmente, ter uma possibilidade de filiação em outro partido", disse.

Apesar de ser favorável a uma janela, o tucano afirmou que tratar do tema no início do debate sobre a reforma política seria "desmoralizante" para o congresso.

COMISSÃO

O Senado instalou nesta terça-feira a comissão de senadores responsável por elaborar uma proposta de reforma política. Participaram do evento o vice-presidente Michel Temer, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Na sessão, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou indiretamente a Lei da Ficha Limpa e a interferência do Judiciário em questões políticas.

"Nós não podemos mais ficar com essas leis de véspera de eleição, que toda vez tumultuam o processo eleitoral, e nós não sabemos se são estáveis ou não estáveis. (...) E por outro lado está criando um outro fator que não tem sido bom não só para a classe política como também para a justiça, que é a tentativa de judicialização da política", disse Sarney.

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