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Aeroporto de Cumbica ganha novo terminal no dia 20 de dezembro

Aeroporto de Cumbica ganha novo terminal no dia 20 de dezembro

Atualizado: Quinta-feira, 1 Dezembro de 2011 as 9:01

Às vésperas das viagens de fim de ano, o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo inaugura no dia 20 mais um terminal de passageiros. A estrutura - construída em cinco meses pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para evitar caos aéreo nas férias - amplia a capacidade anual de Cumbica dos atuais 20,5 milhões para 26 milhões de pessoas.

Construído onde ficava o antigo galpão de cargas da Vasp, o novo terminal é remoto, ou seja, desconectado do aeroporto. Fica a cerca de 2 km de distância dos Terminais 1 e 2. Na prática, é o terceiro terminal de Cumbica, embora oficialmente o tão aguardado Terminal 3 propriamente dito ainda esteja em fase de terraplenagem. Ele vai ficar depois do aeroporto, na área onde hoje funciona um heliponto (que será demolido). O Terminal 3 será uma obra da iniciativa privada, tocada pela empresa que ganhar a concessão de Cumbica. O leilão está marcado para o dia 22. O Terminal Remoto é polêmico desde o início. Começou a ser construído em julho, ao custo de R$ 86 milhões em "caráter emergencial", segundo destacou a Infraero. O Ministério Público Federal questionou o contrato com a construtora Delta e a Justiça Federal chegou a mandar parar as obras em setembro. A desembargadora Marli Ferreira, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, porém, aceitou os argumentos da Infraero e determinou a imediata continuidade das obras dois dias depois.

No dia 20, ele não será inaugurado totalmente pronto - o prazo oficial para o fim das obras é janeiro, mas a Secretaria de Aviação Civil (SAC) já havia anunciado que colocaria o terminal em operação antes. Serão 12 mil metros quadrados de área, com espaço para receber 5,5 milhões de pessoas ao ano.

Apenas voos domésticos

O novo terminal servirá exclusivamente para voos domésticos - que somam mais de 60% do movimento total de Cumbica. Para a Infraero, é vantajoso migrar toda a operação doméstica de uma companhia de grande porte como para um terminal só.

Colocar uma empresa menor para operar no Terminal Remoto não daria o resultado que a estatal mais deseja: desafogar as filas e o tumulto de passageiros em Cumbica. Em nota, porém, a empresa diz que não dará nenhuma "informação oficial nesse sentido".        

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