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Aeroporto no interior de SP só recebe aviões quando não chove

Aeroporto no interior de SP só recebe aviões quando não chove

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 10:37

O aeroporto de Bauru, no interior de São Paulo, precisa de investimentos. Desde que foi inaugurado, em 2006, ele não opera voos por instrumentos. Os aparelhos já foram instalados, mas falta a homologação por parte das autoridades da área. Em dias de chuva, os voos são cancelados.

O terminal recebeu, no ano passado, 97 mil passageiros. Mas a falta de investimento não permite um número maior de clientes. “Não tem transporte público. O preço do táxi é caro e também quando eu venho de carro não tem estrutura. Os horários de voos também não são muito bons”, diz a fonoaudióloga Deborah Ferrari.

Mais de 213 mil passageiros circularam pelo aeroporto de Presidente Prudente em 2010. O terminal recebe sete voos por dia. Seis deles para os principais terminais do estado: Viracopos, em Campinas, Congonhas, em São Paulo, e Cumbica, em Guarulhos. Por isso, muita gente que precisa viajar para regiões distantes hoje prefere ir de avião.

Além do tempo menor, o custo da viagem explica a procura. Um voo de Prudente para a capital leva 50 minutos. Já a mesma viagem de carro dura mais de seis horas. O motorista gasta, nos 12 pedágios, mais de R$ 66 e pelo menos R$ 125 de combustível. Os gastos totais são de R$ 191. A passagem de avião pode ser encontrada, em algumas promoções, por R$ 59.

O terminal foi fundado há mais de 50 anos e nos últimos três recebeu quase R$ 10 milhões em investimentos. Entretanto, ainda falta muito para melhorar a infraestrutura e conforto dos passageiros. “Já tive que parar em lugares inadequados esperando o voo”, conta a bióloga Rosângela Jacoud.

Em Avaré, sudoeste de São Paulo, o aeroporto opera apenas com voos executivos e aeronaves pequenas. A pista tem 1.480 metros de comprimento por 30 metros de largura, maior que a do Santos Dummont, no Rio de Janeiro, e tem capacidade para suportar o peso de grandes aeronaves, além de ter equipamentos para receber voos noturnos. Entretanto, não há mudanças previstas. Nenhuma empresa comercial mostrou interesse em operar na cidade.        

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