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Agente de saúde em MS é presa por suspeita de tráfico, diz polícia

Agente de saúde em MS é presa por suspeita de tráfico, diz polícia

Atualizado: Sexta-feira, 23 Setembro de 2011 as 3:38

Na operação, polícia apreende droga,

dinheiro e celulares (Foto: Divulgação/PC)

  Uma funcionária da prefeitura de Jardim, cidade a 239 quilômetros de Campo Grande, foi presa durante uma operação da Polícia Civil desencadeada na quarta-feira (21) e quinta-feira (22). A mulher, que é agente de saúde, é suspeita de fornecer entorpecentes para vários pontos de vendas na região.

A prisão aconteceu durante a Operação Muralha, da Polícia Civil de Jardim. As investigações começaram há três meses, quando parentes de usuários de drogas denunciaram os locais onde os entorpecentes eram comercializados.

Nas ações realizadas pelos investigadores, outras cinco pessoas e um adolescente foram encaminhados à delegacia. Eles foram apontados como clientes da servidora pública.   Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão contra os suspeitos. No primeiro ponto de venda de drogas fechado pelos policiais, um casal foi flagrado preparando porções de crack para a venda. Foram apreendidas 14 porções do entorpecente no local.

Na delegacia, segundo a Polícia Civil, eles confessaram que compravam a droga da agente de saúde. Logo em seguida, a suspeita foi presa em casa. No residência, foi encontrada uma pequena quantidade de crack. Os policiais acreditam que a mulher obteve informações sobre a operação e livrou-se de quantidade maior da droga.

Ela confessou a venda de entorpecentes na delegacia e disse ter recebido, naquele mesmo dia, uma encomenda do primeiro suspeito preso na operação.

No dia seguinte, policiais militares também auxiliaram no cumprimento dos mandados. Em uma casa apontada como ponto de venda de entorpecentes foi encontrado um adolescente de 16 anos. Junto com um rapaz de 20 e uma jovem de 18, auxiliava no preparo e venda de porções de drogas.

As investigações continuam e não há informações de novos locais a serem vistoriados pela Polícia Civil. Os presos foram indiciados por tráfico e o adolescente será autuado com ato infracional e deve ser encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação.

A prefeitura confirmou que a mulher é funcionária, mas que o crime praticado por ela não tem relação alguma com o órgão público.

Defesa

O advogado da agente de saúde, David Moura Olindo,informou ao G1 que sua cliente nega que esteja envolvida em comercializações de entorpecentes. Ainda segundo o advogado, a suspeita afirmou que  a porção de crack encontrada na casa dela pesa aproximadamente um grama e pertencia ao marido, que confessou ser usuário de drogas.

O advogado alegou ainda que  a funcionária disse que confessou o crime porque teria sido intimada pelos policiais e sofrido tortura psicológica. Ele infomou que sua cliente vai entrar com um processo contra a Polícia Civil e que ele deve mandar um ofício para a corregedoria da polícia ainda nesta sexta-feira (23).

A delegada responsável pelo caso negou as afirmações de Olindo e informou que não houve nenhum tipo de intimidação ou tortura psicológica. Ainda segundo a Polícia Civil, a suspeita foi interrogada na presença de outro advogado de defesa.          

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