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Agnelo nega que vazamento de gravação motivou troca na polícia

Agnelo nega que vazamento de gravação motivou troca na polícia

Atualizado: Sexta-feira, 4 Novembro de 2011 as 4:34

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, negou nesta sexta-feira (4) que a troca no comando da Polícia Civil do Distrito Federal foi motivada por vazamento de escutas que mostram uma relação próxima entre ele o policial militar João Dias. O PM foi autor de denúncias de suposto esquema de corrupção que levaram à saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte.

“Já vinha pensando em fazer esse aperfeiçoamento e foi tudo feito. Não tem nada a ver isso, a troca com um vazamento de alguma coisa”, disse o governador.

Nesta quinta-feira (3), foi oficializada no Diário Oficial do DF a saída da delegada Mailine Alvarenga da direção da Polícia Civil. No lugar dela assumiu o delegado Onofre José de Moraes. A troca no comando da PC foi confirmada nesta quarta-feira (2).

O Diário Oficial desta quinta também apresentou a exoneração de 43 delegados-chefes e sete diretores de departamento da Polícia Civil. “Esse foi um pedido meu para que tivesse autonomia. Se os outros não fizeram no passado, é porque não tiveram autonomia. Estou assumindo a polícia com total autonomia e com total responsabilidade de diminuir a criminalidade no Distrito Federal”, falou o novo diretor da Polícia Civil, Onofre José de Moraes.

Greve 'não é justa'

Sobre um possível questionamento da greve da Polícia Civil na Justiça, o governador disse que a Procuradoria do Distrito Federal será consultada. “Estamos consultando a Procuradoria do Distrito com relação a essa medida. Temos novo diretor da Polícia Civil, que conduzirá o processo da greve”, disse.

Agnelo criticou a paralisação. “A greve não é justa porque, se ela prosseguir para ter um reajuste salarial, isso cabe ao aspecto mais nacional”, avaliou o governador. O GDF recebe verba do Fundo Constitucional para a área de segurança.

Os agentes da Polícia Civil entraram em greve por tempo indeterminado no dia 27 de outubro. Por decisão em assembleia, 30% do efetivo do efetivo permanece trabalhando. Crimes de menor potencial ofensivo, como furtos de veículos e roubos, não estão sendo investigado. As escoltas de presos para hospitais por agentes também estão suspensas.

Esta é a segunda vez neste ano que a categoria interrompe o atendimento à população. Entre e abril e maio, os agentes pararam por 16 dias e conseguiram do GDF a promessa de que os salários seriam reajustados em 13%, o pagamento de dívidas que o governo tem com a categoria, a implementação do plano de saúde subsidiado e a reestruturação da carreira.    

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